Pedro Ripper defende autonomia do Banco Central e critica politização do Pix em entrevista
Pedro Ripper argumenta a favor da autonomia do Banco Central e critica a politização do Pix, ressaltando suas implicações no cenário financeiro e geopolítico.
Pedro Ripper defende a autonomia do Banco Central
O CEO da Bemobi, Pedro Ripper, expressou seu apoio à independência do Banco Central ao comentar sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 65, que busca garantir autonomia financeira e orçamentária à autoridade monetária e está em tramitação no Senado.
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Ripper enfatizou a importância de um Banco Central independente e com orçamento voltado para inovação. No entanto, ele criticou a proposta que sugere a constitucionalização do Pix, afirmando que “a politização do Pix não é adequada” durante uma entrevista ao programa Capital Insights, da Broadcast com o CNN Money.
Ripper destacou que o Pix representa um novo caminho para pagamentos e que sua criação pode gerar tensões geopolíticas, especialmente em relação à reação dos Estados Unidos, que considera o instrumento como uma barreira à concorrência de empresas americanas.
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Apesar das ameaças dos EUA de taxar importações brasileiras, alegando práticas desleais, incluindo o caso do Pix, o executivo acredita que o Brasil não deve restringir esse meio de pagamento.
Inovações e aquisições da Bemobi
O CEO ressaltou que o Banco Central promoveu muitas inovações nos últimos dez anos, destacando a sofisticação do Brasil na área financeira, o que já atraiu a atenção de países como México e Colômbia, que planejam adotar o modelo brasileiro.
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Em relação ao cenário macroeconômico, Ripper observou que “qualquer empresa sofre com juros altos”, referindo-se aos custos elevados impostos pelas taxas.
Sobre o desempenho recente da Bemobi, ele mencionou que a empresa realizou sete aquisições desde seu IPO em 2021, destacando que esse crescimento ocorreu sem a necessidade de contrair dívidas. Ripper afirmou que as aquisições são, em sua maioria, tecnológicas e que o papel da Bemobi é desenvolver soluções de pagamento para seus clientes, utilizando meios já existentes. “Nosso papel é agregar valor ao acionista”, concluiu.
Transformações tecnológicas e oportunidades no Brasil
Ao discutir o cenário global e as inovações tecnológicas, Ripper afirmou que estamos vivendo a maior transformação tecnológica da história, impulsionada pela inteligência artificial, o que traz incertezas. Ele acredita que “vamos ter que conviver com a volatilidade” e, apesar das mudanças, não vê o fim das empresas de software.
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Ripper também mencionou que estamos em um ambiente mais desglobalizado, onde o Brasil se apresenta como uma opção razoavelmente boa para o fluxo global de recursos.
Em relação à inteligência artificial, ele reconheceu que a tecnologia oferece benefícios significativos, mas também apresenta riscos reais. Ripper apontou que o Brasil tem potencial para atrair investimentos, embora considere que pesquisa e desenvolvimento sejam dominados pelos EUA e pela China, sendo ingênuo pensar que o país se tornará um líder em P&D de IA.
Apesar disso, ele se mostrou otimista, afirmando que “o Brasil é mais empreendedor agora” e que, no mundo da tecnologia, o timing é crucial, com a IA oferecendo mais oportunidades do que ameaças.