PEC da Segurança avança no Senado, mas 76% dos eleitores ainda temem violência

O cientista político Murillo de Aragão, CEO da Arko Advice, afirmou ao WW que o governo demonstrou força de articulação no Senado ao aprovar, na quarta-feira (14), o requerimento de rito especial para votação da PEC da Segurança Pública. Para ele, a movimentação é um acerto político, mas ainda não garante mudança na percepção do eleitorado sobre o tema.
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“A percepção de insegurança é muito grande e isso vai ser cobrado nos debates, principalmente à frente”, disse Aragão. O analista classificou a PEC como “um movimento político importante”, mas ponderou que a proposta não deve ser tratada como solução definitiva. “Talvez também não seja uma bala de prata”, completou, citando os dados preocupantes de segurança que ainda rondam os eleitores.
Tramitação acelerada e custo eleitoral
Com sessão marcada no Senado para esta quinta-feira (15), a PEC deve ter tramitação acelerada. Na avaliação de Aragão, a aprovação é provável, já que votar contra a proposta representaria um desgaste eleitoral. “Fica ruim eleitoralmente não avançar com a pauta”, afirmou.
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A proposta atinge uma das maiores preocupações do eleitorado: o medo do crime e da violência. O tema tem ocupado cada vez mais o debate público e deve ser cobrado nas próximas disputas eleitorais. “O governo está fazendo barba, cabelo e bigode no Senado com essas medidas”, disse Aragão, destacando a agilidade com que pautas de interesse do Planalto têm sido aprovadas na Casa, como a recente aprovação do arcabouço fiscal.
Resultado político ainda incerto
Para o analista, a PEC representa um avanço estratégico do governo, mas o resultado político da medida ainda é incerto. Ele reforçou que, apesar da articulação no Senado, a iniciativa pode não ser suficiente para mudar a percepção de insegurança que domina o eleitorado brasileiro.
Editoria:
Redação Política
A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].
