China aprova planos estratégicos com foco em IA e economia! 🚀 Duas Sessões Legislativas encerram com aprovação do Plano Quinquenal e novo código ambiental. 🇨🇳 Aposta em crescimento interno e independência tecnológica após tensões geopolíticas. #China #Economia #IA
A China encerrou, nesta quinta-feira (12 de março de 2026), as Duas Sessões, cerimônia que marca o início do ano legislativo chinês. A aprovação do Plano Nacional Quinquenal (PNQ) para o período de 2026 a 2030 e do novo código ambiental foram os destaques da sessão.
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Ao longo de uma semana de debates, que reuniram mais de 2.800 deputados, o Congresso chinês também aprovou o orçamento para 2026 e o relatório de trabalho do governo, consolidando o sucesso do Partido Comunista Chinês (PCCH) na aprovação dos projetos.
As Duas Sessões deste ano ganharam um peso especial, impulsionadas pela análise do 15º Plano Quinquenal Nacional (PQN). O documento estabelece as diretrizes econômicas que devem orientar o país asiático nos próximos cinco anos. A edição de 2026 se tornou ainda mais relevante por dois motivos principais: a geopolítica global e a ascensão da inteligência artificial (IA).
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A complexidade dos conflitos em curso – envolvendo Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e Irã, e o conflito Israel-Gaza – e a política comercial do presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) desde 2025, forçaram o governo chinês a repensar sua estratégia de crescimento, considerando fatores que antes não eram prioridade.
Em resposta, o governo chinês reduziu a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de seus tradicionais 5% para um patamar mais conservador. Além disso, estabeleceu como meta o aumento da demanda interna do país, visando fortalecer sua indústria de bens e consumo, e o desenvolvimento de maior independência no setor tecnológico.
A China já detém o controle da produção e do refino de terras raras, mas ainda depende da importação de chips de última geração. O país tem investido no desenvolvimento de uma máquina que, atualmente, é fabricada pela holandesa.
O governo Xi Jinping reconhece que o mundo está à beira de uma revolução tecnológica impulsionada pela IA. A liderança chinesa busca consolidar sua posição como protagonista dessa corrida. O objetivo é alcançar uma penetração da IA em 90% da economia até 2030.
Paralelamente, o governo chinês se comprometeu a desenvolver um sistema de monitoramento do mercado de trabalho, com o intuito de criar novas oportunidades de emprego a partir do uso da tecnologia e qualificar a população para essa transição.
Outro ponto crucial das Duas Sessões em 2026 foi a aprovação do novo código ambiental do país. O documento de 365 páginas consolida e moderniza uma série de leis ambientais, algumas datadas do final da década de 1980. A ideia é estabelecer uma estrutura legal unificada, similar ao código civil aprovado em 2020.
O principal objetivo chinês é alcançar a neutralidade de carbono até 2060, com o pico de emissões de dióxido de carbono sendo atingido antes de 2030. O código ambiental aborda a poluição no ar, mares e solo, bem como a poluição radiativa e sonora.
Esses temas já eram cobertos por leis anteriores, mas o novo código introduziu regras sobre três tipos de poluição: substâncias químicas, radiação não ionizante e luminosa – definida como o uso excessivo ou inadequado de iluminação artificial.
O site Observador do Congresso Chinês destacou uma das principais alterações propostas no código ambiental: o enfraquecimento da LAIP (litígio ambiental de interesse público). Essa ferramenta, utilizada desde 2015, permite que organizações ambientais processem agentes ou empresas com projetos que levantam dúvidas sobre a segurança ambiental.
O código exige requisitos probatórios para o LAIP, o que dificultaria a atuação das organizações, pois exigiria a comprovação dos custos relevantes, um processo complexo, dispendioso e demorado. Isso poderia atrasar o encaminhamento de casos aos tribunais e dissuadir organizações ambientais de prosseguirem com certos casos.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.