China atinge 4,01 biowatts em capacidade elétrica gerada

China ultrapassa US4 biowatts em capacidade elétrica gerada, consolidando liderança mundial com expansão nas energias renováveis.

26/06/2026 20:04

2 min

No Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional do ano passado, a China manteve 43 pontos, mesmo resultado do ano anterior | Reprodução/Pexels
No Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacion...

A capacidade instalada de geração elétrica da China atingiu a marca impressionante de 4,01 bilhões de quilowatts no fim de maio de 2026. O dado foi divulgado pela Administração Nacional de Energia da China na quinta – feira, dia 25.jul.2026.

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Esse volume não apenas consolida o país como líder mundial do setor energético; ele supera somado até mesmo o potencial gerador dos Estados Unidos, União Europeia, Índia, Japão e Rússia em conjunto. Segundo os números apresentados, esse avanço representa um crescimento robusto de 11% comparado ao período registrado no ano anterior.

A transição energética impulsiona a capacidade elétrica

O motor por trás desse salto foi principalmente a expansão das fontes renováveis na matriz chinesa. Atualmente, as energias que não são fósseis já respondem pelos 62,2% da totalidade instalada do país.

Essa mudança é marcada pela queda acentuada nas usinas movidas a carvão: sua participação caiu significativamente para apenas 31,7% em maio deste ano — um contraste gritante com os quase dois terços (61,2%) registrados no mesmo período de 2010.

Em contrapartida direta ao declínio do uso coalificado, o percentual das fontes renováveis saltou consideravelmente. Se antes representava 23,6%, essa fatia subiu até 60,5%.

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Crescimento acelerado e infraestrutura

O sistema elétrico chinês demonstrou uma aceleração notável na sua capacidade instalada em poucos anos. O Conselho de Eletricidade da China apontou que levou cerca de oito anos para dobrar a geração (de um bilhão kW para dois bilhões), cinco anos adicionais para chegar aos três bilhões, e pouco mais de dois anos finais para alcançar os quatro bilhões atuais.

Esse ritmo foi possível graças às políticas governamentais voltadas ao incentivo à transição energética, além do fortalecimento industrial nacional e pela redução dos custos das tecnologias renováveis no mercado global.

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Nos últimos dez anos somente, o preço pago pelos módulos solares despencou acima de 90%. Paralelamente, as usinas movidas por energia eólica em terra passaram a competir diretamente com custo operacional comparável ao da geração baseada em carvão.

A China também concentra hoje grande parte da fabricação mundial desses equipamentos essenciais aos setores solar e eólico.

Para acompanhar essa expansão gerativa massiva, foi fundamental reforçar toda a infraestrutura de transmissão elétrica. O país já finalizou os trabalhos nos projetos de 46 linhas ultra – altas tensões que são cruciais para transportar a eletricidade produzida nas regiões oeste até grandes centros consumidores localizados no leste e centro do território chinês.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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