PCC e Cosa Nostra: A intrigante comparação entre facções criminosas que surpreende especialistas

Uma análise intrigante do The Wall Street Journal compara o PCC a organizações criminosas italianas, revelando estratégias e estruturas surpreendentes.

21/04/2026 23:56

2 min

PCC e Cosa Nostra: A intrigante comparação entre facções criminosas que surpreende especialistas
(Imagem de reprodução da internet).

Comparação entre PCC e Grupos Criminosos Italianos

Uma reportagem do The Wall Street Journal, publicada na última segunda-feira (20), traçou um paralelo entre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e organizações criminosas da Itália. Em entrevista ao CNN Prime Time, o ex-secretário nacional de Segurança Pública, José Vicente, afirmou que essa comparação é pertinente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele destacou que a facção paulista se diferencia de outras organizações criminosas brasileiras.

“O PCC é muito distinto do Comando Vermelho e de várias facções que atuam no Brasil, pois surgiu de uma facção que inicialmente controlava o sistema prisional para proteger seus membros e, com o tempo, expandiu suas atividades para o tráfico de drogas, crescendo de forma extraordinária”, explicou Vicente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Estrutura Empresarial do Crime Organizado

O ex-secretário detalhou que o PCC desenvolveu uma estrutura empresarial com alta capacidade de negociação e gestão. “A facção adquire drogas em grandes quantidades. Temos três países produtores próximos: Bolívia, Colômbia e Peru”, ressaltou Vicente, mencionando que a droga comprada por valores entre US$ 1 e cinco mil por quilo pode ser revendida por até US$ 100 mil em mercados como Hong Kong.

“Isso demanda, naturalmente, uma organização refinada para atuar no grande mercado internacional, onde interagem com compradores e outras estruturas criminosas globais”, acrescentou.

Leia também

Violência Seletiva como Estratégia

Vicente também observou que um dos aspectos em comum entre o PCC e a Cosa Nostra italiana é o uso estratégico da violência. “Gradualmente, nota-se que o PCC deixa de ser uma facção violenta, como é o caso do Comando Vermelho, pois a violência que emprega, assim como a Cosa Nostra, é direcionada a alvos específicos”, afirmou.

Ele lembrou de um caso recente, onde um indivíduo foi morto na região do aeroporto de Guarulhos, como uma ação pontual contra alguém que estaria “atrapalhando os negócios”. Vicente destacou que o PCC não busca confrontar diretamente as forças policiais, ao contrário do que ocorreu em 2006, um episódio que serviu como “grande lição” para a facção.

Além disso, o ex-secretário apontou que os lucros obtidos pelo PCC são investidos no mercado financeiro, principalmente por meio de fintechs, sendo posteriormente lavados e aplicados em empresas que aparentam ser legais ou transferidos para outros países com melhores condições de gestão desses recursos.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!