Paulo Solmucci critica aprovação apressada da PEC e alerta para impactos econômicos graves

Paulo Solmucci critica a rápida aprovação da PEC na Câmara e alerta sobre os graves impactos econômicos que a medida pode causar a diversos setores. Quais

14/06/2026 07:56

3 min

Paulo Solmucci critica aprovação apressada da PEC e alerta para impactos econômicos graves
(Imagem de reprodução da internet).

Críticas à Aprovação da PEC na Câmara dos Deputados

Durante uma entrevista ao Hora H, Paulo Solmucci, representante da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), classificou como “irresponsabilidade” a rapidez com que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados.

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Ele ressaltou que o assunto deveria ter sido discutido com mais tempo e cuidado, considerando o impacto significativo que essa medida teria na vida dos brasileiros.

Solmucci foi contundente ao criticar o processo legislativo, afirmando que nunca havia presenciado tanta irresponsabilidade na política brasileira. Ele destacou que houve uma pressão para que um tema tão relevante fosse votado em apenas 45 dias, sem o devido debate com a sociedade.

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Em contraste, expressou satisfação com a postura do senador Davi Alcolumbre no Senado Federal, que tem defendido uma discussão mais aprofundada sobre o tema.

Impactos Econômicos da PEC para o Setor

O representante da Abrasel detalhou os efeitos práticos que a aprovação da PEC poderia trazer para bares e restaurantes. Segundo Solmucci, o setor enfrentaria um aumento de 20% nos custos, além de dificuldades estruturais relacionadas à substituição de funções especializadas.

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Ele exemplificou que não é viável simplesmente transferir um garçom para a cozinha, o que exigiria a contratação de um trabalhador adicional para cobrir a redução de um dia de trabalho, elevando assim os custos operacionais.

Além disso, Solmucci alertou que os impactos não se limitariam apenas ao setor de alimentação. Ele mencionou que condomínios residenciais e clínicas médicas também enfrentariam aumentos de cerca de 20% em seus custos. O representante criticou a ideia de que seria possível “trabalhar menos, ganhar igual e passar mais tempo com a família” sem consequências econômicas, chamando essa narrativa de “falácia”.

Como alternativa, ele citou a proposta do senador Rogério Marinho (PL), que sugere o trabalho por hora, permitindo que cada trabalhador ajuste sua jornada conforme suas necessidades.

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Consequências para Trabalhadores de Periferias

Solmucci também destacou um efeito colateral preocupante: a possibilidade de empresas maiores e mais ricas competirem por mão de obra especializada com pequenos estabelecimentos em bairros periféricos. Ele explicou que, na prática, restaurantes de áreas mais abastadas de São Paulo poderiam atrair cozinheiras de regiões como Campo Limpo, o que poderia resultar no fechamento de pequenos negócios locais e no desemprego de trabalhadores da área.

“Vai todo mundo trabalhar longe de casa. Duas horas de ônibus para ir e duas horas de ônibus para voltar”, afirmou, concluindo que a medida, na forma como foi aprovada na Câmara, poderia piorar a qualidade de vida dos trabalhadores, em vez de melhorá-la.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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