Parlamento Israelense Aprova Lei de Pena de Morte para Palestinos em Cisjordânia

Parlamento Israelense aprova lei chocante com pena de morte para palestinos na Cisjordânia! Em 2026, a decisão causa indignação global. Saiba mais

31/03/2026 15:39

3 min

Parlamento Israelense Aprova Lei de Pena de Morte para Palestinos em Cisjordânia
(Imagem de reprodução da internet).

Parlamento Israelense Aprova Lei com Pena de Morte para Palestinos em Cisjordânia

Em 30 de março de 2026, o Parlamento israelense aprovou uma lei controversa que prevê a pena de morte para palestinos da Cisjordânia condenados por ataques fatais contra cidadãos judeus. O projeto de lei, impulsionado por membros de um partido de extrema-direita dentro da coligação governamental, recebeu 62 votos a favor e 48 contra.

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A iniciativa foi liderada por Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de extrema-direita, que declarou: “Este é um dia de justiça para os assassinados, um dia de dissuasão para os inimigos. Quem escolhe o terror escolhe a morte”. A nova norma estabelece que a pena de morte poderá ser aplicada até 90 dias após a condenação, com um período de adiamento de até 180 dias.

A lei se aplica especificamente a indivíduos que “causam intencionalmente a morte de uma pessoa com o objetivo de negar a existência do Estado de Israel”. A definição exclui, na prática, a aplicação da pena a terroristas judeus. Diferentemente dos tribunais que julgam cidadãos israelenses, os tribunais militares israelenses, sob esta nova regra, terão a obrigação de impor a pena de morte aos palestinos residentes na Cisjordânia ocupada.

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Repercussão Internacional

A aprovação da lei gerou forte reação internacional. A Autoridade Palestina acusou Israel de tentar “legitimar execuções extrajudiciais” e de violar o direito internacional. O gabinete do presidente Mahmoud Abbas garantiu que os palestinos “continuarão a sua luta legítima pela liberdade, independência e pelo estabelecimento de um Estado palestino independente com Jerusalém Oriental como a sua capital”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros palestino considerou a lei como “um crime e uma escalada perigosa nas políticas de ocupação [por Israel]”. Grupos de defesa dos Direitos Humanos em Israel denunciaram a lei como “um ato de discriminação institucionalizada e de violência racista contra os palestinos”, e a Associação para os Direitos Civis em Israel apresentou um recurso contra a lei no Supremo Tribunal de Israel.

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O Conselho da Europa classificou a nova lei como um “grave retrocesso”. Alain Berset, secretário-geral da organização europeia de direitos humanos, afirmou que a pena de morte é um “anacronismo jurídico incompatível com os padrões contemporâneos de direitos humanos” e que qualquer aplicação discriminatória é “inaceitável em um Estado de direito”.

Contexto Histórico

A votação ocorreu em um momento delicado, com um frágil cessar-fogo entre Israel e o Hamas em vigor desde 10 de outubro de 2023, após mais de dois anos de conflito na Faixa de Gaza, desencadeado por um ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

A pena de morte já havia sido aplicada em Israel em casos raros, como em 1948 contra um capitão do exército acusado de alta traição e em 1962 contra Adolf Eichmann, um dos arquitetos do Holocausto. Atualmente, a pena de morte é proibida para a maioria dos crimes em Israel, sendo permitida apenas em casos de crimes de guerra ou genocídio.

Conclusão

A aprovação desta lei representa um ponto de tensão nas relações entre Israel e a comunidade internacional, e levanta sérias preocupações sobre o respeito aos direitos humanos e o cumprimento do direito internacional.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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