Parlamentares republicanos rompem com Trump e aprovam ajuda bilionária à Ucrânia

Um grupo de parlamentares republicanos desafia Trump e a liderança do partido ao aprovar bilhões em ajuda à Ucrânia e novas sanções à Rússia. Descubra mais!

05/06/2026 19:31

3 min

Parlamentares republicanos rompem com Trump e aprovam ajuda bilionária à Ucrânia
(Imagem de reprodução da internet).

Parlamentares republicanos desafiam liderança e apoiam ajuda à Ucrânia

Um grupo de mais de dez parlamentares republicanos contrariou sua própria liderança e o presidente Donald Trump ao votar junto com os democratas pela aprovação de um importante projeto de lei que destina bilhões de dólares em ajuda à Ucrânia e impõe severas sanções à Rússia.

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A Câmara dos Representantes aprovou o pacote com 226 votos a favor e 195 contra. Essa medida endurece as restrições contra a Rússia, introduzindo novas sanções nos setores de petróleo e gás, e marca a primeira grande ação em apoio à Ucrânia durante o segundo mandato de Trump.

O presidente da Câmara, Mike Johnson, um republicano, havia orientado seu partido a votar contra o projeto em uma reunião fechada, argumentando que era necessário dar espaço para que Trump pudesse negociar com a Rússia. Contudo, 18 republicanos e um deputado independente que costuma alinhar-se com os republicanos decidiram apoiar a proposta.

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Esse resultado foi visto como uma crítica à postura de Trump em relação à guerra da Rússia contra a Ucrânia, com os parlamentares tentando enviar uma mensagem à liderança do partido, que nos últimos anos se distanciou do apoio firme que anteriormente demonstrava a Kiev.

Rebelião contra a liderança republicana

Para que o projeto chegasse ao plenário, foi necessária uma rebelião contra a liderança republicana da Câmara. O deputado Kevin Kiley, da Califórnia, um independente que frequentemente vota com os republicanos, forneceu a assinatura final para uma discharge petition, um mecanismo parlamentar que permite contornar a liderança e forçar a votação de propostas.

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O deputado Brian Fitzpatrick, um republicano moderado e copresidente da Bancada da Ucrânia no Congresso, trabalhou durante meses com o democrata Greg Meeks, de Nova York, para reunir as 218 assinaturas necessárias e levar o projeto diretamente ao plenário sem a aprovação de Johnson.

A proposta inclui sanções rigorosas contra líderes e instituições russas, abrangendo grandes bancos e empresas dos setores de petróleo e mineração. Além disso, estabelece tarifas de 500% sobre todos os produtos russos importados pelos Estados Unidos e proíbe a importação de petróleo bruto russo.

O texto também amplia o apoio militar à Ucrânia, autorizando US$ 8 bilhões em vendas de armamentos e prorrogando um programa de empréstimo e arrendamento militar criado durante o governo Biden.

Desafios na política externa de Trump

Com a política externa de Trump focada principalmente no Irã nos últimos meses, o conflito entre Ucrânia e Rússia se intensificou, com a participação dos Estados Unidos sendo limitada. Trump não conseguiu avanços significativos em sua política após assumir o cargo em janeiro de 2025.

Recentemente, ele gerou descontentamento entre alguns membros de seu partido ao tentar minimizar os impactos da guerra com o Irã sobre os preços globais da energia. Ao mesmo tempo, muitos republicanos na Câmara preferem que o partido concentre esforços no combate ao aumento do custo de vida nos Estados Unidos, ao invés de se envolver em mais um conflito internacional.

Fontes de ambos os partidos previram que o projeto seria aprovado na Câmara, mas o seu futuro no Senado permanece incerto. Embora alguns republicanos tenham sido defensores da Ucrânia no passado, não está claro se haverá apoio suficiente para alcançar os 60 votos necessários para avançar com a proposta.

Se o projeto for apreciado e aprovado pelo Senado, representará a primeira grande iniciativa do Congresso relacionada à guerra entre Ucrânia e Rússia desde a polêmica lei suplementar de financiamento aprovada na primavera de 2024, quando Joe Biden ainda era presidente.

Nos últimos anos, líderes do Congresso concordaram em enviar ajuda americana à Ucrânia por meio de diversos pacotes de defesa, embora essas medidas tenham enfrentado resistência da Casa Branca.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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