Paraná lidera ranking escolar brasileiro; Ceará e outros seguem atrás

O estado do Paraná lidera o ranking escolar brasileiro em um novo estudo que aponta variações significativas no ritmo de aprendizado entre os estados e níveis educacionais.
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A pesquisa é baseada nos resultados mais recentes da Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e Inep por meio dos dados coletados anualmente, abrangendo as duas décadas compreendidas entre 2005 e 2025.
O relatório mostra como a educação brasileira avançou significativamente nesse período; contudo, também expõe desafios persistentes para elevar consistentemente os índices nacionais.
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Desempenho escolar: o avanço em diferentes etapas
O estudo do Todos Pela Educação revela que embora tenha havido um aprendizado geral no país nos últimos vinte anos, esse progresso não é uniforme nem constante na trajetória de cada aluno ou região estadual.
Em Língua Portuguesa (LP), por exemplo, foi possível notar melhorias notáveis ao longo dos Anos Iniciais. No 5º ano do Ensino Fundamental, Paraná se destacou com percentuais elevados de aprendizagem adequada tanto para LP quanto para Matemática; Ceará e Goiás também figuraram entre os estados mais avançados nessas fases iniciais da educação básica.
O cenário muda drasticamente quando analisamos o Ensino Médio: esta etapa permanece sendo a que apresenta maior desafio no país em termos educacionais gerais. Em relação à disciplina de Linguagens, houve um aumento expressivo na proporção de estudantes considerados adequadamente aprendizes — quase dobrando nos vinte anos —, atingindo hoje cerca de 35,2% dos alunos avaliados nesse nível escolar.
Desafios persistentes como matemática e desigualdade
A Matemática é apontada pelo estudo do Todos Pela Educação como uma das áreas mais críticas para serem melhoradas por todo o sistema educativo brasileiro. Mesmo com avanços pontuais nas etapas iniciais (como visto entre os estados que tiveram melhora no índice adequado em Língua Portuguesa ou Matemática tanto no 9º ano quanto no Ensino Médio), a disciplina apresenta resultados historicamente baixos na maioria dos níveis estudados.
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No caso específico da conclusão básica, menos de um estudante a cada dez termina o Ensino Médio alcançando nível considerado adequadaem matemática; quase seis alunos sobrezão apresentam desempenho abaixo do básico nessa mesma matéria.
Além disso, há uma preocupação crescente com as desigualdades. Os ganhos conquistados nos Anos Iniciais não se sustentam automaticamente ao longo das etapas seguintes: os desafios educacionais aparecem já cedo e tendem a piorar progressivamente no Ensino Fundamental II (Anos Finais) até chegar à fase final escolar em que é necessária recomposição contínua.
Atingir metas ambiciosas para 2036
O novo Plano Nacional de Educação estabelece objetivos muito exigentes para o país alcançar plenamente sua potencialidade educativa; entre eles estão zerar totalmente estudantes abaixo do básico, além de levar nove décimos dos alunos do 5º ano atingirem nível adequado. No entanto, segundo dados apresentados pelo estudo abrangente, nenhum estado conseguiu cumprir essas meta ainda.
Por outro lado, a análise regional mostra disparidades gritantes: enquanto estados como Paraná e Ceará demonstram que é possível avançar consistentemente em indicadores importantes — com destaque municipal dado à rede de Florianópolis —, outros entes federativos enfrentam retrocessos alarmantes nos últimos dois anos.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



