Paralisação nas universidades paulistas chega a um mês e estudantes marcham até o governo

Os alunos de USP, Unicamp e Unesp pedem mais verba para moradia e bolsas.

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Foto: Reprodução

Estudantes protestam nas universidades paulistas

Um mês de paralisação nas universidades estaduais de São Paulo tem intensificado a disputa entre estudantes e o governo estadual. O movimento, que começou com ocupações na USP, se espalhou para a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e prepara uma manifestação em frente ao Palácio dos Bandeirantes.

Críticas e reivindicações

Os estudantes estão insatisfeitos com a falta de diálogo da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) e com decisões consideradas unilaterais. Pedro Chiquitti, diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE-USP), relata que a ausência de comunicação da reitoria, após a desocupação violenta da reitoria pela Polícia Militar, é um fator de grande preocupação.

A mobilização estudantil busca mais investimento em moradia, bolsas e uma revisão do orçamento da educação pública.

Além disso, os estudantes enfrentam oposição de grupos como o MBL, que propôs um projeto de lei para punir estudantes em ocupações com expulsão ou impedimento de matrícula. A situação se agrava com a pulverização do movimento em diferentes cursos e áreas do conhecimento, como Ciências Humanas, Saúde e Exatas.

A situação na Unicamp e na Unesp

Na Unicamp, a mobilização se concentra na melhoria das condições de moradia estudantil e no reajuste de bolsas. A instituição também enfrenta críticas à terceirização de serviços básicos, como o Restaurante Universitário (RU). Já na Unesp, a crise de permanência estudantil é o principal motor das paralisações no interior, com demandas por auxílios adequados ao custo de vida nas cidades universitárias.

Nos campi de Bauru e Marília, os estudantes denunciam a insuficiência de auxílios e o impacto dos cortes orçamentários na pesquisa e na extensão. Na capital, a paralisação no Instituto de Artes (IA) da Unesp envolve estudantes e professores na luta por reformas no prédio.

Resposta das universidades e próximos passos

Procuradas, a Unicamp destacou investimentos em moradia estudantil, e a Unesp apontou orçamento recorde e ações de apoio aos estudantes. A USP defendeu a reintegração de posse do prédio da reitoria e a criação de uma Comissão de Moderação e Diálogo Institucional.

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O Cruesp, que representa as três universidades estaduais paulistas, emitiu uma nota em defesa do pluralismo e do espírito democrático.

A próxima quarta-feira (20) marca a realização de uma marcha dos estudantes da USP até o Palácio dos Bandeirantes, em busca de mais investimentos e para barrar projetos que ameaçam a autonomia universitária. A luta dos estudantes se estende à questão do orçamento da educação pública estadual.

Cenário de tensão

A paralisação dos estudantes nas universidades estaduais de São Paulo representa um momento de grande tensão e mobilização. A disputa por recursos e a defesa da autonomia universitária impulsionam a luta por mais investimento em educação pública, evidenciando a importância da participação estudantil na formulação de políticas públicas.

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