Paralisação no Estreito de Ormuz: impacto crescente no fornecimento de petróleo e gás

A paralisação no Estreito de Ormuz gera preocupações crescentes no setor de petróleo, com estoques em queda e alertas de líderes como Donald Trump e Darren

02/05/2026 12:06

2 min

Paralisação no Estreito de Ormuz: impacto crescente no fornecimento de petróleo e gás
(Imagem de reprodução da internet).

Impacto da Paralisação no Estreito de Ormuz

A interrupção do fluxo de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz deve causar um impacto crescente nas próximas semanas, à medida que os estoques existentes diminuem, conforme apontam executivos e analistas do setor. A oferta de petróleo caiu de cerca de 20 milhões de barris por dia antes do conflito para aproximadamente um bilhão de barris por dia em abril, segundo informações do grupo de inteligência marítima Kpler.

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Embora uma recuperação gradual possa ter início em junho, a situação permanece restrita e cada vez mais dependente dos estoques e do ajuste da demanda. O ex-presidente Donald Trump, em declaração na quinta-feira, destacou que o mercado ainda não absorveu completamente as consequências da interrupção.

O CEO da Exxon, Darren Woods, alertou que “haverá mais por vir se o Estreito permanecer fechado”.

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Consequências da Interrupção

A interrupção no fornecimento foi amenizada pelo grande número de petroleiros que estavam em trânsito durante o primeiro mês do conflito, além da liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos governos e do uso dos estoques. No entanto, analistas indicam que essas reservas estão se esgotando.

A Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) informou que os estoques de gasolina nos EUA caíram para 222 milhões de barris em 24 de abril, o menor nível para este período do ano em mais de dez anos.

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Nos últimos dias, o tráfego pelo Estreito de Ormuz foi bastante reduzido, com apenas algumas travessias registradas, conforme dados da Kpler e outras fontes de navegação. A Marinha do Reino Unido informou que o tráfego na região caiu 90% desde o início do conflito, com menos de 10 navios transitando diariamente, resultando em cerca de 20.000 marinheiros presos em embarcações no Golfo.

Posições do Irã e dos EUA

Trump também mencionou que existem alternativas ao bloqueio americano aos portos iranianos, enquanto o Irã não demonstrou disposição para ceder o controle sobre o Estreito de Ormuz. A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim publicou que “a nova administração do Golfo será implementada sob o comando do Líder Supremo”.

Analistas ressaltam que, neste cenário, não há confiança suficiente para um acordo entre os EUA e o Irã, o que pode agravar ainda mais a situação no mercado de petróleo.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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