Caos na Casa Branca: Influenciadores dominam sala de imprensa e dificultam trabalho jornalístico

A sala de imprensa da Casa Branca vive caos com influenciadores digitais, dificultando o trabalho da imprensa tradicional. Entenda a tensão por trás disso!

02/05/2026 11:21

2 min

Caos na Casa Branca: Influenciadores dominam sala de imprensa e dificultam trabalho jornalístico
(Imagem de reprodução da internet).

Caos na Sala de Imprensa da Casa Branca

A sala de imprensa da Casa Branca tem sido descrita como “caótica” por jornalistas que acompanham o governo. A correspondente Mariana Janjácomo, durante o videocast Fora da Ordem, relatou que o espaço está cada vez mais ocupado por influenciadores digitais que apoiam o presidente Donald Trump, dificultando o acesso dos profissionais da imprensa tradicional.

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Segundo Mariana, o ambiente está tão lotado que o governo deixou de oferecer o day pass, uma credencial temporária para quem não possui autorização permanente. Além disso, a obtenção de credenciamento fixo se tornou mais desafiadora devido à alta demanda.

Entre os novos presentes, há perfis inusitados, como uma repórter ligada a uma empresa de travesseiros e um homem que se apresenta como reverendo judeu e médico.

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A jornalista também mencionou episódios em que esses influenciadores interagem com jornalistas e, em seguida, realizam transmissões ao vivo criticando a imprensa tradicional, frequentemente usando o termo “fake news media”. “É um ambiente caótico, não só por causa das notícias, que não param, mas pelo número de pessoas mesmo que tem lá”, afirmou.

Tensão e Liberdade de Imprensa nos EUA

Esse cenário se insere em um contexto mais amplo de tensão nos Estados Unidos. Desde o início da gestão atual, houve um aumento da pressão sobre veículos de comunicação, incluindo ameaças de revogação de licenças. Essa situação ajuda a explicar a recente queda dos Estados Unidos no ranking de liberdade de imprensa, elaborado pela ONG Repórteres Sem Fronteiras.

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Pela primeira vez em mais de 25 anos, o Brasil superou os Estados Unidos na lista. O levantamento, que avalia 180 países, coloca o Brasil na 52ª posição, enquanto os Estados Unidos aparecem em 64º lugar. A ONG considera fatores como independência da mídia, ambiente legal, pressões políticas e segurança dos jornalistas.

Segundo o relatório, enquanto os EUA enfrentam um aumento de ataques sistemáticos à imprensa, o Brasil registrou uma redução nas pressões governamentais diretas contra jornalistas nos últimos anos, embora ainda enfrente violência, especialmente relacionada ao crime organizado em regiões menores.

A organização também fez um alerta global: a maioria dos países avaliados apresenta uma situação difícil ou muito difícil em relação à liberdade de imprensa.

Países europeus continuam liderando o ranking, com a Noruega na primeira posição, enquanto regimes autoritários, como Eritreia, China e Coreia do Norte, ocupam as últimas colocações.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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