Paquistão acusa Índia e causa crise! Ataque em Cabul deixa +400 mortos e tensões no Afeganistão sob risco de explodir. Investigação urgente pede ACNUR.
Um ataque realizado pelo exército paquistanês contra uma clínica de reabilitação para dependentes químicos em Cabul, capital do Afeganistão, causou a morte de mais de 400 pessoas, conforme divulgado nesta terça-feira (17) pelo governo afegão.
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O incidente, que ocorreu durante a noite de segunda-feira (16), intensificou ainda mais as tensões já existentes entre os dois países.
O Paquistão afirma que o ataque foi uma resposta a ataques de grupos armados que operam no Afeganistão e que, segundo o Paquistão, são financiados pela Índia. Essa acusação é negada pelas autoridades afegãs e indianas. A situação é complexa, marcada por um longo histórico de conflito e desconfiança entre os países.
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O hospital, que abrigava entre 2 mil e 3 mil dependentes químicos, foi alvo de bombardeios paquistaneses, gerando pânico na população local. Mais de 100 pessoas tentaram desesperadamente obter notícias de seus familiares após o ataque. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) exigiu uma investigação rápida e independente sobre o ocorrido, considerando-o o ataque mais letal do conflito recente entre os países.
A situação humanitária no Afeganistão já é crítica, agravada por combates que provocaram o deslocamento de mais de 115.000 famílias. O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU alertou para o risco de fome generalizada, caso a instabilidade persistisse.
Michael Kugelman, especialista do Atlantic Council, prevê que o conflito não terá um fim imediato.
O conflito entre Paquistão e Afeganistão tem raízes em décadas de disputas e tensões. Após um período de relativa calma, os confrontos foram retomados em fevereiro de 2026, após uma série de ataques paquistaneses. O Paquistão anunciou uma “guerra aberta” e atacou Cabul, desencadeando uma escalada no conflito.
O ministro paquistanês da Informação, Attaullah Tarar, classificou as acusações afegãs como “completamente infundadas”. O exército paquistanês justificou os ataques como “precisos, deliberados e profissionais”. A situação é complexa, com acusações mútuas e a participação de outros países, como a Índia, que tem suas próprias tensões com o Talibã.
A Índia, que já havia sido hostil ao Talibã em anos anteriores, tem buscado estabelecer relações com o grupo, visando conter a influência do Paquistão. A Índia acusou o Talibã de permitir que grupos armados paquistaneses operassem no Afeganistão, uma acusação que o Talibã nega.
Essa dinâmica complexa de alianças e rivalidades regionais contribui para a instabilidade na região.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.