Paquistão apresenta proposta do Irã aos EUA, mas Trump a rejeita como inaceitável

Paquistão apresenta proposta do Irã aos EUA para encerrar conflitos no Oriente Médio, mas Trump a rejeita. O que está em jogo? Clique e descubra!

Proposta do Irã para o Oriente Médio é compartilhada com os EUA

O Paquistão apresentou aos Estados Unidos uma versão revisada da proposta do Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio, conforme informou uma fonte paquistanesa à agência de notícias Reuters nesta segunda-feira (18). As negociações de paz, no entanto, parecem estar estagnadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A fonte destacou que “não temos muito tempo” e que os dois países “continuam mudando suas metas” ao serem questionados sobre a superação das divergências.

O presidente americano Donald Trump rejeitou a última proposta enviada por Teerã, classificando-a como “totalmente inaceitável”. Em uma publicação na Truth Social, Trump expressou sua insatisfação: “Acabei de ler a resposta dos chamados ‘Representantes’ do Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL!”

Conteúdo da proposta iraniana

A proposta que foi negada por Trump, segundo uma fonte da agência estatal do Irã à CNN, inclui o fim total da guerra, garantias de que não haveria novos ataques ao país e a suspensão das sanções relacionadas à venda de petróleo por um período de 30 dias.

Leia também

O documento, mediado pelo Paquistão, também exige que os Estados Unidos paguem indenizações pelos danos causados pela guerra e reafirma a soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz.

Além disso, a proposta enfatiza a necessidade de encerrar as hostilidades após a assinatura de um entendimento inicial. As fontes indicam que o Irã busca garantias contra novos ataques e a revogação das sanções do Ofac, o escritório de controle de ativos estrangeiros dos EUA, relacionadas às vendas de petróleo iraniano durante 30 dias, conforme relatado pela agência estatal Tasnim.

Alertas sobre o Estreito de Ormuz

Um alto oficial militar iraniano alertou os países que impõem sanções ao Irã de que “enfrentarão problemas” ao passarem pelo Estreito de Ormuz. O brigadeiro-general Amir Akraminia, porta-voz do Exército, afirmou: “De agora em diante, os países que seguirem os Estados Unidos na aplicação de sanções contra a República Islâmica do Irã certamente enfrentarão problemas ao passar”.

Contexto do conflito no Oriente Médio

O conflito entre os Estados Unidos e Israel teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países ocorreu em Teerã, resultando na morte de diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano. Os EUA alegam ter atacado alvos militares, incluindo sistemas de defesa aérea e aeronaves.

Em retaliação, o regime iraniano realizou ataques em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e de Israel nessas nações.

Desde o início da guerra, mais de 1.900 civis perderam a vida no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou pelo menos 13 mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.

O conflito também se intensificou com a participação do Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, que retaliou a morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando na morte de mais de 2.800 pessoas no território libanês desde então.