Painel em Porto Alegre critica governo Milei e fala em “fascismo ultraneoliberal”

O debate foi mediado pela deputada Luciana Genro (Psol) e reuniu lideranças argentinas.

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Foto: Reprodução
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Painel Internacional Discute Ascensão do Neoliberalismo na América Latina

Em Porto Alegre, nesta quinta-feira (26), representantes de diversas partes do mundo se reuniram para analisar a conjuntura política argentina sob o governo de Javier Milei. O evento, mediado pela deputada Luciana Genro (Psol), destacou a crescente preocupação com o que muitos consideram um “fascismo ultraneoliberal” em ascensão na América Latina.

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O Auditório do Hotel Embaixadador foi o palco para um painel que reuniu lideranças políticas, sindicais, estudantes e movimentos sociais, buscando articular uma resposta à extrema direita.

Críticas ao governo Milei

Diversas vozes se levantaram para criticar as políticas do governo Milei. O sociólogo e dirigente do Psol, Israel Dutra, enfatizou a importância da unidade construída no encontro, ressaltando a data comemorativa dos 30 mil desaparecidos durante a ditadura argentina como um marco de vitória para o campo popular.

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Silvia Saravia, representante do partido político argentino Libres del Sur, foi particularmente incisiva em sua crítica, denunciando a repressão a movimentos sociais, a criminalização de líderes populares e perseguições a grupos feministas. Saravia também apontou o alinhamento do governo com figuras como Donald Trump e Benjamin Netanyahu.

Economistas e a reestruturação do capitalismo

O economista Julio Gambina, da Attac CADTM, destacou que o avanço da extrema direita está inserido em um processo mais amplo de reestruturação do capitalismo em escala global. Ele alertou que o fenômeno Milei não é um evento isolado, mas sim o resultado do grande capital buscando disciplinar a população argentina.

A necessidade de avançar além do diagnóstico e definir estratégias para fortalecer a luta política também foi um tema central na discussão.

Unidade internacional como estratégia

Pablo Sanseverino, do partido político argentino Unidad Popular, reforçou o compromisso com a unidade no campo popular, reiterando o compromisso assumido em Buenos Aires. Tomás Battaglino, representante da Federação Universitária Argentina, denunciou os ataques ao sistema universitário, incluindo cortes de financiamento e precarização das condições de trabalho docente.

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Sergio García, do MST argentino, ressaltou a força recente das mobilizações populares, mencionando o ato de 24 de março, que marcou os 50 anos do golpe no país.

Perspectivas e desafios

Juçara Dutra, educadora, resgatou experiências históricas de luta no continente, como a derrota da Alca, para destacar a necessidade de retomar essas experiências com novas estratégias e energia militante. A conferência, que se estenderá até o dia 29, busca consolidar propostas concretas e fortalecer redes de cooperação global, reafirmando a importância da unidade e da resistência contra o avanço da extrema direita e do neoliberalismo.

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