Padre de Jundiaí é excomungado pela Igreja Católica após adesão à Fraternidade São Pio X

A excomunhão do padre Rodrigo marca um novo capítulo nas tensões entre a Igreja Católica e grupos ultraconservadores, refletindo divisões internas crescentes.

11/08/2026 10:40

2 min

Quem é Rodrigo de Oliveira Silva, o padre de SP excomungado?
Quem é Rodrigo de Oliveira Silva, o padre de SP excomungado?

A Diocese de Jundiaí, localizada em São Paulo, confirmou a excomunhão e o cisma do padre Rodrigo de Oliveira Silva. A decisão foi tomada após o sacerdote declarar sua adesão à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), uma entidade que realiza celebrações litúrgicas e ordenações sem a autorização da Igreja Católica Apostólica Romana e é vista como ultraconservadora.

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A divergência entre padre Rodrigo e a hierarquia da Igreja começou em janeiro de 2026. O sacerdote enviou uma carta ao bispo de Jundiaí, Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, expressando suas preocupações sobre a situação atual da Igreja e comunicando sua opção por uma abordagem mais tradicional.

Em 12 de fevereiro de 2026, a Diocese divulgou um comunicado que suspendia o exercício do ministério ordenado do religioso, alegando que sua união com a FSSPX configurava abandono ministerial e irregularidade canônica.

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Desdobramentos da excomunhão

A situação se agravou quando foram realizados episódios de ordenações de bispos sem mandato pontifício promovidos pela FSSPX na Suíça. Em consonância com as diretrizes do Vaticano, a diocese paulista declarou que padre Rodrigo incorreu na pena de excomunhão por compartilhar da ruptura com a autoridade papal.

No mês passado, em um pronunciamento direcionado aos fiéis, o padre Rodrigo explicou os motivos que o levaram a se unir à FSSPX. Ele afirmou que essa decisão foi influenciada por estudos sobre o cenário eclesial atual e por relatos de outros clérigos em situações semelhantes.

Durante seu discurso, ele contestou a validade das sanções impostas tanto pela Diocese de Jundiaí quanto pela Santa Sé.

Posicionamento do sacerdote

O sacerdote argumenta que sua atuação está embasada na “jurisdição de suplência”, devido ao que considera um estado de necessidade dentro da Igreja. A CNN Brasil já tentou contato com padre Rodrigo para obter um posicionamento mais detalhado sobre a declaração de cisma, mas até o momento não teve retorno.

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O espaço segue aberto para qualquer comentário do sacerdote.

A situação envolvendo padre Rodrigo e a Diocese de Jundiaí destaca as tensões internas dentro da Igreja Católica em relação às práticas tradicionais e à obediência às autoridades eclesiásticas. As repercussões desse caso podem trazer novos desdobramentos para os fiéis e para a própria instituição religiosa.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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