Paciente de Uganda com sintomas virais gera alerta de ebola no Rio de Janeiro

Paciente de Uganda com sintomas virais gera alerta no Rio de Janeiro. Malária é o diagnóstico inicial, mas ebola ainda é uma preocupação. Saiba mais!

31/05/2026 03:21

3 min

Paciente de Uganda com sintomas virais gera alerta de ebola no Rio de Janeiro
(Imagem de reprodução da internet).

Paciente com sintomas virais chega ao Rio de Janeiro

No final da tarde deste sábado (30), o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) do Rio de Janeiro atendeu um paciente oriundo de Uganda, na África, apresentando sintomas virais que levantaram preocupações sobre a possibilidade de ebola.

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Até o momento, o homem foi diagnosticado com malária, mas permanece em isolamento até que a hipótese de ebola seja descartada.

O paciente foi transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), onde o protocolo para casos suspeitos foi acionado. A situação foi coordenada em colaboração com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro.

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Segundo a Fiocruz, o paciente apresentou sintomas que exigiram a adoção de medidas de segurança para atendimento e isolamento até que um diagnóstico definitivo fosse obtido.

Monitoramento de contatos e riscos de transmissão

Simultaneamente, a Vigilância Epidemiológica da SES-RJ, em parceria com a Vigilância Sanitária, está realizando um mapeamento das pessoas que possam ter tido contato com o paciente. As orientações são para que os contactantes relatem qualquer sintoma, como febre alta e repentina, dores de cabeça intensas, dores musculares e articulares.

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A preocupação se intensifica, pois Uganda e a República Democrática do Congo enfrentam uma epidemia de ebola. De acordo com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, o surto da doença está se espalhando rapidamente, com o número de mortes suspeitas alcançando 220.

O vírus do ebola é transmitido através do contato com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos infectados, incluindo animais ou cadáveres, além de superfícies e objetos contaminados.

Comparação com a Covid-19 e sintomas do ebola

Em comparação com a Covid-19, o risco de contágio do ebola é consideravelmente menor, uma vez que o vírus não é transmitido pelo ar. Outro fator que reduz o risco de transmissão é que, no caso do ebola, não há contágio durante o período de incubação.

A infecção se torna transmissível geralmente quando o paciente já apresenta sintomas, o que facilita o rastreamento de contatos e o controle da doença.

A médica infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês, comentou que, embora o surto seja preocupante, o risco de uma pandemia semelhante à da Covid-19 é pequeno. Ela destacou que o surto demorou a ser detectado devido a dificuldades enfrentadas pela Organização das Nações Unidas.

Os sintomas do ebola podem surgir entre dois e 21 dias após a infecção e incluem febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, vômitos e diarreia. Em casos mais graves, o paciente pode desenvolver febre hemorrágica, com risco de sangramentos.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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