Ouro fecha em alta de 2,7% a US$ 4.351,6 após acordo entre EUA e Irã

O acordo entre EUA e Irã aliviou tensões no Oriente Médio, impulsionando o ouro e a prata, mas incertezas geopolíticas ainda podem impactar os mercados

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Foto: Reuters
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Ouro fecha em alta após acordo entre EUA e Irã

O ouro fechou em alta nesta segunda-feira (15), depois de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã que aliviou as tensões no Oriente Médio. O cenário impactou os mercados, que aguardam decisões de política monetária de importantes bancos centrais nesta semana.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto subiu 2,7%, alcançando US$ 4.351,6 por onça-troy. A prata para julho também teve alta de 3,2%, fechando a US$ 70,18 por onça-troy. Os metais preciosos operaram em alta desde o início do dia, impulsionados pelo anúncio de um novo acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irã.

Incertezas permanecem no cenário geopolítico

Apesar do acordo, incertezas ainda persistem, especialmente em relação à participação de Israel e do Líbano no tratado. Esse contexto resultou em uma queda acentuada do petróleo, além do enfraquecimento do dólar e dos rendimentos dos Treasuries.

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O TD Securities destacou que os metais estão entre os mais beneficiados pelas notícias, embora a recuperação possa ser temporária, considerando que os mercados ainda precificam um aumento na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) no início de 2027.

O Swissquote relaciona a alta do ouro à queda dos rendimentos dos Treasuries, que diminui o custo de oportunidade de manter ativos sem juros, mas observa que ouro e prata são “vulneráveis a mudanças no sentimento global de risco”.

Expectativas para o mercado de metais preciosos

O Barclays acredita que o ouro pode se beneficiar com a redução dos custos de energia, aliviando as pressões inflacionárias e de juros. O banco britânico mantém uma visão otimista sobre o metal, ressaltando que fatores como incerteza política e diversificação das reservas devem ganhar força assim que a tensão geopolítica se estabilizar.

Nesta semana, o mercado estará atento às decisões de política monetária do Fed, que será a primeira sob a presidência de Kevin Warsh, além das deliberações do Banco do Japão (BoJ) e do Banco da Inglaterra (BoE).

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