Ouro encerra semana com alta de 5,5% impulsionada por incertezas na economia dos EUA
A valorização do ouro reflete a busca por segurança em meio à instabilidade econômica nos EUA, com investidores atentos às próximas decisões do Federal Reserve.
O ouro teve uma forte valorização nesta sexta – feira, 21 de outubro de 2026, encerrando o dia com alta superior a 2%. Essa valorização semanal foi ainda mais significativa, ultrapassando os 5% para o metal precioso. A instabilidade na economia americana, marcada pelo aumento da dívida pública e intervenções no mercado de títulos, fez com que investidores buscassem ativos alternativos, levando o ouro a se destacar como um refúgio seguro.
No mercado Comex, que faz parte da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para dezembro fechou em alta de 2,4%, cotado a US 4.680,60 por onça – troy. Somente na semana, a valorização acumulada foi de 5,5%. A prata também acompanhou a tendência de alta e registrou um aumento de 2,1%, sendo negociada a US 69,53 por onça – troy.
No acumulado semanal, a prata teve uma valorização de 6,8%.
Fatores que Influenciam o Mercado
A Capital Economics destacou que essa reviravolta nos preços do ouro é impulsionada pelas recentes ações do Tesouro dos EUA nos mercados de câmbio e títulos, além da desvalorização do dólar. A consultoria apontou que novas surpresas políticas podem manter o dólar sob pressão e ajudar a sustentar os preços do ouro no curto prazo.
Além disso, a intervenção no iene deve reforçar a atratividade do metal como ativo de reserva para os bancos centrais futuramente.
Por outro lado, o Commerzbank afirmou que a recente elevação dos preços da energia não é um fator relevante neste momento. A demanda por ouro tende a aumentar à medida que as preocupações sobre o crescimento da dívida pública nos Estados Unidos ressurgem.
O banco alemão também observou que os preços do ouro estão recebendo suporte adicional com o fluxo de capital voltado para ETFs relacionados ao metal precioso.
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Expectativas Futuras
Nos próximos dias, esses fatores deverão ser analisados junto às expectativas em relação à inflação e à postura do Federal Reserve (Fed). O Commerzbank alertou que o ímpeto atual pode perder força caso o deflator do índice de gastos com consumo (PCE) – indicador preferido pelo Fed para medir a inflação – continue mostrando pressões acima da meta estabelecida.
Nesse cenário, as discussões sobre possíveis aumentos nas taxas de juros podem voltar à tona.
A situação do mercado permanece em constante monitoramento pelos investidores enquanto eles avaliam as implicações das políticas econômicas americanas e suas repercussões nos preços dos metais preciosos.