Ouro cai 3,3% e fecha abaixo de US$ 4 mil, menor nível em um ano, com temor sobre IA e juros
O ouro fechou em forte queda na sexta-feira (30) e chegou à menor cotação em cerca de um ano. A prata também recuou com força e atingiu a mínima desde novembro de 2025. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro caiu 3,3%, a US$ 3.898,9 por onça-troy, e a prata para dezembro perdeu 5,9%, a US$ 49,276 por onça-troy.
No acumulado da semana, o ouro recuou 2,71% e a prata, 2,90%. Em outubro, as perdas foram ainda maiores: 6,9% para o ouro e 13,51% para a prata.
Por que o ouro caiu abaixo de US$ 4 mil
A commodity fechou abaixo de US$ 4 mil a onça, o patamar mais baixo desde setembro de 2025. A Capital Economics atribui o movimento às perspectivas de um Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mais duro na condução dos juros e à apreensão com a inteligência artificial.
O mercado de ações de tecnologia enfrentou uma onda de vendas, depois de resultados trimestrais decepcionantes de empresas como Alphabet e Intel. Com isso, investidores passaram a se desfazer de ativos e o temor de uma queda mais ampla se espalhou pelos mercados.
Risco de liquidação e pressão inflacionária
O Saxo avalia que a venda no setor de tecnologia aumenta o risco de liquidação também no mercado de metais preciosos. Investidores podem vender posições em ouro e prata para cobrir perdas em outros ativos e levantar recursos.
A Capital prevê que os preços recuem para a faixa de US$ 3.600 até o fim do próximo ano. Segundo a instituição, “com o estouro da bolha do mercado de ações de IA prestes a assustar ainda mais os investidores em ouro”, a pressão deve continuar.
A inflação também segue no radar. Os preços do petróleo voltaram a subir após novos bombardeios no Oriente Médio, enquanto as negociações diplomáticas seguem nos bastidores. Para a DHF Capital, essa alta amplia as expectativas de inflação persistente e as apostas em uma política monetária mais restritiva, fatores que continuam a pesar sobre o ouro.
Editoria:
Redação Economia
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