Osteoporose: uma queda da própria altura pode sinalizar risco de novas fraturas

Fraturas vertebrais recentes ou múltiplas podem indicar risco muito alto e levar à escolha de medicamentos que estimulam a formação óssea.

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A osteoporose é uma doença que reduz a massa e a densidade óssea, deixando os ossos mais frágeis.
A osteoporose é uma doença que reduz a massa e a densidade óssea...
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Fraturas após traumas pequenos, como uma queda da própria altura, podem sinalizar osteoporose e aumentar o risco de novos episódios. No Dia Mundial da Osteoporose, em 20 de outubro, o ortopedista Moisés Cohen alerta que o cuidado não deve terminar quando o osso se consolida: é preciso investigar por que ele quebrou.

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A osteoporose costuma não apresentar sintomas até ocorrer uma fratura. A doença envolve perda de massa e deterioração da estrutura interna do osso, e não apenas redução de cálcio. Densidade e resistência óssea são medidas diferentes.

A avaliação considera fraturas, exames e outros riscos

A decisão sobre o tratamento parte de uma avaliação que considera fraturas anteriores, densitometria, idade, quedas, doenças e medicamentos em uso. O médico também investiga causas da perda óssea e verifica fatores como função renal, cálcio e vitamina D.

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Quando há indicação de tratar, não é necessário esperar uma segunda fratura ou uma piora nos exames. O objetivo é reduzir o risco antes que ocorram novos danos.

Medicamentos atuam na reabsorção ou na formação óssea

O osso se renova continuamente: algumas células removem tecido antigo, enquanto outras formam tecido novo. Os antirreabsortivos reduzem a remoção excessiva. Entre eles estão os bisfosfonatos, como alendronato, risedronato e ácido zoledrônico, administrados por via oral ou intravenosa, conforme o medicamento.

O denosumabe é injetável e bloqueia um sinal que ativa as células responsáveis pela reabsorção óssea. Já a teriparatida estimula as células que produzem osso. O romosozumabe combina duas ações: favorece a formação óssea e reduz a reabsorção.

A escolha do medicamento exige avaliação de riscos e contraindicações. No caso do romosozumabe, também devem ser considerados os riscos cardiovasculares.

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Sequência pode ser indicada para pacientes de risco muito alto

Para pacientes de risco muito alto, como aqueles com fraturas vertebrais recentes ou múltiplas, pode ser melhor iniciar com um medicamento que estimule a formação óssea e depois usar um antirreabsortivo para preservar os ganhos. Uma revisão de 2026 voltada às subespecialidades ortopédicas reuniu estudos que, em geral, apontaram maiores ganhos de densidade e maior redução do risco de fraturas com essa sequência.

A estratégia, porém, não é indicada para todos.

A continuidade do tratamento também é importante. O denosumabe não deve ser interrompido nem ter aplicações atrasadas por conta própria: sem uma transição planejada, a suspensão pode causar perda óssea rápida e fraturas vertebrais. Trocas e pausas exigem orientação médica.

O objetivo é evitar fraturas e preservar a autonomia, não apenas melhorar o resultado de um exame. Moisés Cohen é ortopedista, Diretor e Fundador do Instituto Cohen de Ortopedia, Esporte e Saúde e Head nacional de ortopedia da Brazil Health – CRMSP 31.863 | RQE: 10583.

A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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