Orbán corta gás à Ucrânia e acusa Kiev de “bloqueio de petróleo”

Hungria anuncia suspensão gradual do gás à Ucrânia até a retomada do petróleo russo pelo oleoduto Druzhba

2 min

Foto: AFP

Tensão energética: Hungria suspende fornecimento de gás à Ucrânia

Em um movimento que intensifica a crise energética na região, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, anunciou nesta quarta-feira (25) que o país interromperá o fornecimento de gás para a Ucrânia. A decisão, que entrará em vigor em breve, vale até o restabelecimento do fluxo de petróleo pelo oleoduto Druzhba.

Orban justificou a medida como uma resposta às novas ações de Kiev, que ele descreve como um “bloqueio de petróleo”.

De acordo com o premier húngaro, o país irá gradualmente suspender o fornecimento de gás para a Ucrânia, armazenando as reservas restantes internamente. Ele ressaltou que essas reservas serão cruciais para a Hungria, especialmente considerando que a Ucrânia também está envolvida em ataques contra o gasoduto TurkStream. “Não forneceremos gás à Ucrânia enquanto ela não fornecer petróleo”, afirmou Orban, enfatizando a necessidade de uma solução para o impasse.

Críticas e acusações mútuas

A declaração de Orban ocorre em um contexto de crescente tensão, impulsionada pelas ações da Ucrânia e pela Rússia. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, confirmou que Kiev intensificou seus ataques contra a infraestrutura dos gasodutos Turkish Stream e Blue Stream, componentes-chave da estratégia russa de exportação de energia.

A Ucrânia, por sua vez, interrompeu o trânsito de gás russo em 1º de janeiro de 2025, após o término de um acordo de transporte de gás com Moscou.

Desde então, o TurkStream se tornou a principal via de fornecimento de gás russo para a União Europeia. A situação se agravou com a interrupção do trânsito de petróleo russo para a Hungria e a Eslováquia pelo oleoduto Druzhba, em 27 de janeiro, com Budapeste e Bratislava acusando a Ucrânia de motivos políticos, enquanto Kiev atribui a interrupção a um ataque de drone russo à infraestrutura do oleoduto.

Resposta de Budapeste e reações internacionais

Em resposta à interrupção do fornecimento, Budapeste intensificou seus esforços para romper o “bloqueio de petróleo” ucraniano, utilizando instrumentos financeiros e políticos. Além disso, o país bloqueou a 20ª rodada de sanções contra Moscou e um empréstimo de 90 bilhões de euros da União Europeia destinado à Ucrânia.

Leia também

A situação demonstra a complexidade da crise energética e as tensões geopolíticas em torno do fornecimento de energia na Europa.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.