Oracle demite 21.000 funcionários em reestruturação focada em inteligência artificial

A reestruturação da Oracle, com a demissão de 21.000 funcionários

Logotipo da Oracle em edifício de escritórios da companhia na Califórnia

A Oracle demitiu aproximadamente 21.000 funcionários ao longo do último ano, enquanto intensificava seus esforços no desenvolvimento de inteligência artificial e ampliava seus investimentos em data centers. Essa decisão reflete uma tendência crescente no setor tecnológico, onde empresas estão alocando centenas de bilhões de dólares na construção de infraestrutura voltada à IA.

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Recentemente, gigantes como Meta e Amazon também promoveram mudanças significativas em suas estruturas para aumentar a agilidade e competir com startups especializadas em inteligência artificial.

Redução significativa no quadro de funcionários

Com sede em Austin, Texas, a Oracle reduziu seu quadro de empregados em cerca de 13% no último ano fiscal, conforme apontado no relatório anual mais recente da empresa. Ao final de maio, a companhia contava com aproximadamente 141.000 colaboradores em tempo integral, uma diminuição em relação aos 162.000 registrados ao término do exercício anterior.

O processo de demissões teve início em março, conforme divulgado pelo The Wall Street Journal. A empresa também registrou despesas de US$ 1,84 bilhão referentes a indenizações rescisórias e outros custos relacionados à reestruturação.

A Oracle comunicou que já está implementando um plano contínuo de reestruturação, que inclui ajustes recorrentes no número de funcionários. “A adoção e a integração das tecnologias de IA em nossas operações resultaram e podem continuar a resultar em diminuições no nosso quadro funcional”, afirmou a empresa.

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Além disso, indicou que poderá desenvolver novos planos de reestruturação no futuro.

Investimentos em inteligência artificial e riscos associados

A Oracle assegurou que está realizando investimentos significativos em iniciativas relacionadas à inteligência artificial, integrando essa tecnologia ao seu portfólio de produtos. No entanto, a companhia também reconheceu os riscos envolvidos em uma estratégia fortemente centrada na IA. “Se os produtos de IA dos nossos concorrentes conquistarem maior aceitação no mercado do que os nossos ou se tivermos custos mais altos do que o previsto para desenvolver e manter nossos produtos de IA, podemos não conseguir recuperar nossos investimentos”, ressaltou.

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Por outro lado, a empresa destacou que a falta de investimento contínuo em produtos de IA pode resultar na perda de competitividade no mercado. Com relação aos data centers voltados para IA, a Oracle está destinando bilhões para este segmento. Para o ano fiscal atual, a previsão é gastar aproximadamente US$ 70 bilhões, superando os US$ 55,7 bilhões investidos no exercício anterior — um reflexo dos altos custos associados ao crescimento da inteligência artificial.

Em 2025, a Oracle ganhou destaque significativo ao fechar contratos relacionados à IA que somam centenas de bilhões de dólares, incluindo um acordo com a OpenAI para fornecer cerca de US$ 300 bilhões em capacidade computacional ao longo dos próximos cinco anos.

Contudo, recentemente, investidores começaram a questionar se os altos compromissos financeiros assumidos pelas grandes corporações tecnológicas são viáveis a longo prazo. A Oracle já alertou que o financiamento necessário para expandir suas operações em data centers tende a ser desafiador.