Oposição intensifica críticas ao Supremo antes das eleições de 2026; entenda os desdobramentos!

O Supremo Tribunal Federal se torna alvo de críticas da oposição antes das eleições de 2026, com reações intensas e articulações no Congresso. Clique e saiba

12/05/2026 03:46

3 min

Oposição intensifica críticas ao Supremo antes das eleições de 2026; entenda os desdobramentos!
(Imagem de reprodução da internet).

Supremo Tribunal Federal como alvo da oposição antes das eleições de 2026

A Corte se tornou um foco de críticas da oposição às vésperas do ciclo eleitoral de 2026. Nos bastidores do Congresso, parte do centrão e da oposição vê a recente decisão como um sinal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente após o Senado ter rejeitado a indicação de Jorge Messias ao Supremo, feita pelo Palácio do Planalto.

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Esses parlamentares acreditam que, ao suspender temporariamente a aplicação da norma, o Supremo proporciona mais tempo ao governo antes que possíveis alterações nas penas dos condenados pela trama golpista comecem a ter efeitos práticos em um ambiente pré-eleitoral.

O ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, defende que o Supremo deve analisar previamente as ações que questionam a constitucionalidade da lei antes de sua implementação, visando garantir a segurança jurídica. O mérito do caso ainda não foi julgado.

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A ação chegou ao STF após a Associação Brasileira de Imprensa e a federação PSOL-Rede acionarem a Corte contra a derrubada, pelo Congresso, do veto de Lula ao texto. Como parte do processo, Moraes solicitou manifestações do Planalto e do Congresso, além de pedir posicionamentos da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República.

Reações da oposição e articulações no Congresso

Apesar da suspensão, membros da oposição acreditam que o plenário do Supremo deve restabelecer a lei da dosimetria quando o caso for julgado. Nos bastidores, parlamentares expressam surpresa com a decisão monocrática, considerando que o texto havia avançado com um aval informal de ministros da Corte.

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O episódio também fortaleceu o discurso entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro em defesa de uma anistia pela trama golpista.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), está articulando uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para garantir perdão aos condenados, incluindo Bolsonaro. A oposição acredita que incluir a anistia diretamente na Constituição diminuiria o espaço para questionamentos judiciais futuros.

Para os parlamentares bolsonaristas, a suspensão da dosimetria reforça a ideia de que não é suficiente revisar penas individualmente, sendo necessário buscar uma solução mais abrangente.

Pressão sobre o presidente da Câmara e debate público

Simultaneamente, a decisão de Moraes reacendeu a pressão que a oposição deve exercer sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta, para avançar com a PEC que limita decisões monocráticas de ministros do STF. Essa proposta foi aprovada no Senado, mas permanece parada na Câmara desde o final de 2024, aguardando a formação de uma comissão especial.

Enquanto isso, ministros do próprio Supremo começaram a participar do debate público. Em um artigo publicado na revista Carta Capital, o ministro Flávio Dino defendeu a importância das decisões monocráticas para evitar, segundo ele, uma possível paralisação do Judiciário e do país.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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