Operação Unha e Carne: Thiago Rangel é preso em nova fase de investigações no RJ

Operação Unha e Carne: Prisão de Thiago Rangel e Desdobramentos
A “Operação Unha e Carne” resultou na prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante) no Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira (5). Esta mesma operação também levou à detenção de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A primeira prisão de Bacellar ocorreu em dezembro de 2025. Atualmente, a operação está em sua quarta fase.
O foco da ação desta manhã é desmantelar uma organização criminosa envolvida em fraudes relacionadas à compra de materiais e serviços, incluindo obras de reforma na Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro. Além da prisão de Rangel, os agentes estão cumprindo cinco mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, como Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Histórico de Prisões de Rodrigo Bacellar
Bacellar foi detido pela primeira vez em dezembro de 2025, mas foi liberado em seguida. Em março de 2026, ele foi novamente preso durante outra fase da “Operação Unha e Carne”. No dia 16 de março, a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou Bacellar e o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, por obstrução de investigação relacionada à facção criminosa Comando Vermelho.
Além deles, também foram denunciados o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, a esposa de TH Joias, Jéssica de Oliveira Lima, e o assessor parlamentar Thárcio Nascimento Salgado. A PGR alega que os denunciados colaboraram para prejudicar a Operação Zargun, que foi deflagrada em setembro de 2025 com o intuito de desarticular uma organização criminosa envolvida em tráfico internacional de armas e drogas, corrupção e lavagem de dinheiro.
Leia também
Investigação de Thiago Rangel
De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram início após a análise de mídias apreendidas na primeira fase da operação. O objetivo inicial era combater o vazamento de informações sigilosas por agentes públicos. As apurações revelaram um esquema de direcionamento nas contratações feitas por escolas estaduais ligadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc (Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro), considerada uma “zona de influência política do parlamentar alvo da operação de hoje (5)”.
A PF indicou que, após receberem recursos públicos, os sócios ou procuradores realizavam saques e, em seguida, depósitos ou transferências para empresas ligadas a membros do grupo criminoso. As investigações apontam que os valores desviados eram misturados com recursos lícitos em contas de uma rede de postos de combustíveis administrada pelo líder da organização.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



