Rio de Janeiro lidera ranking de homicídios dolosos em 2026 com 881 mortes em três meses

Rio de Janeiro é o estado com mais homicídios dolosos em 2026
Em 2026, o Rio de Janeiro se destaca como o estado com o maior número de vítimas de homicídio doloso no Brasil, totalizando 881 mortes entre janeiro e março. Os dados foram obtidos a partir de um levantamento nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública, conforme informações da CNN Brasil.
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Durante esse período, o país registrou 7.289 vítimas desse tipo de crime, resultando em uma média de 81 mortes diárias. A taxa estimada é de 3,61 vítimas para cada 100 mil habitantes.
Na lista dos estados com mais homicídios, a Bahia ocupa o segundo lugar, com 818 vítimas, seguida por São Paulo, com 562, Minas Gerais, com 496, Ceará, com 453, Maranhão, com 452, Pará, com 376, e Paraná, com 303 vítimas.
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Dados mensais e comparação com anos anteriores
Os dados mensais revelam que janeiro foi o mês com o maior número de vítimas em todo o país, contabilizando 2.597 casos. Em fevereiro, foram registrados 2.278 homicídios, enquanto março fechou com 2.414 mortes. Em comparação com o mesmo período de 2025, houve uma queda de 13,55% nos homicídios dolosos.
Nos anos anteriores, os números foram mais altos: em 2025, foram 3.053 vítimas em janeiro, 2.566 em fevereiro e 2.812 em março. Em 2024, os registros foram de 3.165, 2.398 e 3.049, respectivamente. Já em 2023, os dados apontaram 3.422, 3.201 e 3.192, enquanto em 2022, os números foram de 3.206, 3.108 e 3.400 vítimas nos três primeiros meses do ano.
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Violência nas comunidades do Rio de Janeiro
A rotina de violência nas comunidades do Rio de Janeiro permanece alarmante. Os complexos do Alemão e da Penha, que foram palco de uma megaoperação que resultou em mais de 120 mortes, continuam a enfrentar um cenário de violência praticamente inalterado.
De acordo com os levantamentos, a média de homicídios no Complexo da Penha é de quase seis por mês desde a operação.
A megaoperação, realizada em 28 de outubro de 2025, resultou em 117 civis e cinco policiais mortos, além de 23 feridos. Apesar da magnitude da ação, os índices de violência não apresentaram uma redução significativa nos meses subsequentes. Aproximadamente 40% das mortes ocorreram durante ações ou operações policiais, e no período anterior à megaoperação, foram registrados 37 tiroteios.
Nos seis meses seguintes à ação, metade dos casos de homicídios também ocorreu durante operações policiais.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



