Operação Resolução Absoluta: como o chavismo lê os dois meses após a captura de Maduro

Operação Resolução Absoluta
Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos atacaram a Venezuela na chamada Operação Resolução Absoluta. A ação, ordenada pelo governo Trump, foi um ataque militar sem precedentes contra um Estado soberano na região e provocou intenso debate.
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O ataque deixou mortos e terminou com a captura de Nicolás Maduro, levado aos Estados Unidos, onde responde a acusações em Nova York.
Nos dois meses seguintes, surgiram muitas análises sobre o episódio. As especulações giravam em torno de três pontos principais: a traição de líderes da Revolução Bolivariana, a entrega do país, sua economia e seus recursos ao imperialismo estadunidense, e o abandono do histórico anti-imperialismo venezuelano.
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Defensores do chavismo consideram essas leituras superficiais e alinhadas à retórica de Trump.
Para esse grupo, é preciso olhar para os eventos de 3 de janeiro, para a situação financeira e comercial da Venezuela e para a dinâmica de poder internacional que molda o país. Veja os principais argumentos dessa leitura.
Segundo essa visão, a história dos Estados socialistas indica que não se trata de rendição, mas de uma retirada tática diante de uma força esmagadora.
A distinção entre governo e poder estatal é um ponto crucial para entender a situação. Órgãos governamentais estabelecem políticas e emitem declarações, enquanto as instituições permanentes do poder estatal – as forças armadas, o judiciário e a polícia – representam o poder real em qualquer sociedade.
Apesar das eleições que elegeram governos de esquerda nos últimos anos, esses governos não possuíam o controle total sobre as instituições, o que permitiu a intervenção dos Estados Unidos. Para esses analistas, a operação capturou Maduro, mas não derrubou o governo nem o Estado, o que mostraria a capacidade de adaptação dos líderes remanescentes.
O ataque cirúrgico dos Estados Unidos, com o objetivo de alterar o equilíbrio de poder e ganhar influência sobre o governo venezuelano, revelou a precisão e a complexidade da estratégia empregada. Ainda segundo essa leitura, a mobilização de apoiadores do chavismo e a unidade das Forças Armadas, que não se fragmentaram, tornariam uma ocupação terrestre prolongada cara demais para os Estados Unidos.
Para os defensores do governo, a decisão de manter o controle das instituições e ganhar tempo é uma estratégia de sobrevivência.
A negociação com o governo Trump após o ataque exigiu concessões, que esse grupo vê como o preço para preservar o governo.
Editoria:
Redação Clique Fatos
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