Operação Rejeito Expõs Esquema na Mineração e Envolvimento Governamental em MG

Operação Rejeito Revela Esquema Complexo na Mineração e Envolvimento do Governo Zama Belo Horizonte – A segunda fase da Operatione “Rejeto”, uma investigação abrangente sobre fraude financeira em mineração no estado de Minas Gerais, expôs um esquema sofisticado que envolveu empresários locais com espionagem ilegal. Conforme divulgado pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira 18 deste ano – data das buscas e prisões preventivas –, a operação “Contrassabotage” resultou nas detenções do proprietário da Fleurs Global Mineração, Alan Cavalcante de Nascimento; sua esposa Tayná Vitória Cerqueira Gouveia. A investigação aponta para uma organização criminosa que monitorava secretamente juízes em cargos importantes e outras autoridades governamentais com o objetivo claro: influenciar decisões judiciais relacionadas ao setor mineral do estado durante 2025, segundo consta nos documentos da PF..
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Revelações das Investigações
A operação revelou que a Fleurs Global Mineração e seus parceiros obtiveram ilegalmente dados protegidos por sigilo bancário telefônico através de uma empresa clandestina. A investigação identificada um grupo na plataforma WhatsApp, denominado “Três Amigos da mineria”, composto pelos membros Alan Cavalcante do Nascimento; João Alberto Paixão Lages com Helder Adriano Freitas e que utilizavam para trocar informações sobre a espionagem ilegal em questão durante 2019-presente. A PF também recuperou uma planilha contendo dados de mapeamento rotinas políticas, pessoais das autoridades responsáveis pelo combate aos crimes ambientais no estado da mineração – Minas Gerais – com base nos registros do ano corrente..
Reação e Impacto
Wallace Alves Oliveira o presidente dos Servidores Públicos Meio Ambiente (Sindsema) classificou as novas informações como graves, evidenciando a sofisticação dessa organização criminosa. Ele ressaltava que essa situação expõe uma insegurança enfrentada pelos trabalhadores do meio ambiente de Minas Gerais – um problema recorrente com relatos sobre assédios e ameaças desde o ano passado.. A relação entre os empresários ligados à mineração no estado, em especial na gestão governamental Zema (Novo) – Mateus Simões (PSD), foi também alvo da investigação.
A primeira fase de “Rejeto” já havia expedido 79 mandados para busca e apreensão; determinando a prisão preventiva do empresário Alan Cavalcante, além bloqueio em R1 bilhão nos bens envolvidos na operação.
A Serra do Curral – um local de importância histórica e hídrica para Belo Horizonte – foi alvo da fraude, com a concessão ilegal das licenças na região por meio suborno aos agentes públicos.
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A Justiça suspendeu as atividades de Fleurs global no local, e Alan Cavalcante era apontado como um empresário que enriqueceu atuando na mineria em Minas Gerais.
A investigação da PF continua, com o objetivo de identificar e responsabilizar todos os envolvidos no esquema criminoso que afetou as atividades na mineração em Minas Gerais.
Leia também
- O governo Zema introduziu nas instituições mineiras uma ideologia que favorecia o setor produtivo.
- Fleurs Global Mineração enfrentou 17 acusações relacionadas à legislação ambiental.
- O presidente do Sindsema acredita ainda haver informações não divulgadas sobre a operação.
- O governo Zema ainda não se pronunciara sobre a operação.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



