Operação no Rio desmantela rede de lavagem de dinheiro com movimentações superiores a R 100 milhões

As investigações revelam conexões entre facções criminosas brasileiras e a Al-Qaeda, com dez prisões e 22 denúncias relacionadas à lavagem de dinheiro.

15/07/2026 09:43

4 min

Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital
Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital

Uma operação das forças de segurança do Rio de Janeiro desvendou uma suposta rede de lavagem de dinheiro que envolve facções criminosas brasileiras e a Al – Qaeda, com movimentações que superam R 100 milhões. As investigações, conduzidas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e pela Polícia Civil, revelaram que um grupo atuava como uma “prestadora de serviços” financeiros, atendendo organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital), CV (Comando Vermelho) e TCP (Terceiro Comando Puro.

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Os investigadores estão aprofundando as conexões identificadas a partir da análise das evidências coletadas durante a operação. Até o momento, dez pessoas foram presas e 22 denunciadas à Justiça do Rio de Janeiro.

Lista dos denunciados

A lista dos denunciados inclui nomes como Bárbara Luzia Souza de Carvalho, considerada uma das operadoras financeiras principais do esquema. Ela é acusada de movimentar dezenas de milhões de reais por meio de empresas cujo faturamento não condiz com a capacidade declarada.

Outro núcleo importante é formado pelos irmãos Reda, Yasser e Kassem Zayoun, empresários libaneses envolvidos na circulação interestadual de recursos ilícitos, com indícios de operações na Tríplice Fronteira (Brasil – Paraguai – Argentina.

As autoridades afirmam que o grupo utilizava empresas fictícias, “laranjas” e depósitos fracionados para esconder a origem do dinheiro proveniente do tráfico e comércio ilegal. A CNN Brasil está em busca da defesa dos denunciados e mantém espaço aberto para manifestações.

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Entenda a Operação Hawala

As equipes do Departamento – Geral de Polícia Especializada e da Coordenadoria de Recursos Especiais cumpriram dez mandados de prisão, além de 37 ordens de busca e apreensão. Foram tomadas também medidas cautelares como bloqueio de ativos financeiros e indisponibilidade de bens em diversas regiões, incluindo o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Foz do Iguaçu.

A investigação teve início após a atuação do TCP no Complexo de São Carlos, na Região Central do Rio. Durante as apurações, os agentes descobriram que a estrutura financeira era utilizada para lavar dinheiro também para outras facções criminosas.

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O papel das empresas na lavagem

Entre 2021 e 2024, essa rede movimentou mais de R 100 milhões através de várias empresas fantasmas espalhadas por diferentes estados. Esses empreendimentos eram usados para dar aparência legal ao dinheiro oriundo do tráfico de drogas, receptação qualificada e venda de produtos falsificados.

A investigação contou com o suporte do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB – LD) da Polícia Civil, que ajudou a identificar toda a engenharia utilizada para ocultar a origem ilícita dos recursos. As táticas incluíam transferências entre pessoas jurídicas ligadas ao crime organizado e operações incompatíveis com os dados financeiros apresentados pelos investigados.

Ligação internacional com terroristas

A equipe policial também descobriu um empresário libanês que teria ampliado a circulação interestadual e internacional dos recursos ilícitos. Empresas registradas em São Paulo e Minas Gerais foram utilizadas para movimentar valores entre operadores financeiros e integrantes das facções criminosas no Rio.

As investigações indicaram ainda ligações com áreas conhecidas como Tríplice Fronteira, que historicamente são monitoradas por organismos nacionais e internacionais devido à atividade financeira irregular dessas organizações.

Elo com a Al – Qaeda identificado

Agentes identificaram uma conexão comercial entre uma empresa ligada aos investigados e um indivíduo sancionado pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC), órgão americano responsável por sanções econômicas. Esse indivíduo estaria vinculado ao financiamento da organização terrorista Al – Qaeda.

Os dados levantados mostram que uma operadora financeira movimentou mais de R 47 milhões durante o período investigado. Um contador envolvido no esquema é considerado um facilitador crucial para manter as aparências legais das empresas utilizadas na lavagem.

Ele falhou em cumprir obrigações legais relacionadas à prevenção desse crime.

A atuação desse contador também se destaca por sua participação em investigações anteriores sobre fraudes societárias envolvendo alterações contratuais irregulares em empresas inativas.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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