Ministério Público e Polícia Civil deflagram Operação Hawala para investigar conexão entre facções

A “Operação Hawala” foi deflagrada na manhã desta quarta – feira (15) no Rio de Janeiro, com o objetivo de investigar uma possível conexão entre facções criminosas brasileiras, como PCC, CV e TCP, e a Al – Qaeda, um dos maiores grupos terroristas do mundo.
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As autoridades descobriram que uma organização criminosa atuava como “prestadora de serviços” do crime, utilizando os lucros do tráfico de drogas para financiar suas atividades. A ação é coordenada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do estado, cumprindo dez mandados de prisão e 37 de busca e apreensão em localidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Foz do Iguaçu.
Entre os denunciados pelo MP está Bárbara Luzia Souza de Carvalho, que é apontada como uma das operadoras financeiras principais da organização. Ela teria movimentado dezenas de milhões de reais em faturamentos que não correspondem à sua capacidade declarada.
Investigação sobre ligação com a Al – Qaeda
Um aspecto crucial da investigação é a busca por indícios de uma conexão financeira internacional com a Al – Qaeda. Os agentes descobriram que uma empresa vinculada aos investigados tinha relações comerciais com um indivíduo sancionado pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC), parte do Departamento do Tesouro dos EUA, por ser associado à estrutura financeira da organização terrorista.
Ainda nas investigações, as autoridades identificaram um grupo de empresários de origem libanesa, incluindo os irmãos Reda, Yasser e Kassem Zayoun. O esquema estaria operando na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina), que historicamente é monitorada por organismos internacionais devido ao seu papel como ponto estratégico para operações logísticas e financeiras de grupos terroristas que se aliam a facções locais para arrecadar recursos através da lavagem de dinheiro e tráfico.
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Os investigadores planejam focar no possível elo com o terrorismo internacional nas próximas etapas da operação. Isso incluirá a análise dos materiais apreendidos para entender melhor a profundidade e frequência das transações financeiras realizadas.
Funcionamento da organização criminosa
A organização utilizava uma complexa rede para esconder a origem ilícita do dinheiro proveniente do tráfico de drogas e do comércio ilegal de produtos falsificados. O esquema incluía o uso extensivo de empresas de fachada e “laranjas”, depósitos fracionados em espécie e transferências sucessivas entre diferentes pessoas jurídicas.
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Um contador estava entre os envolvidos, sendo responsável por dar aparência regular às empresas e omitir informações ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Além das prisões realizadas, a Justiça também determinou o bloqueio dos ativos financeiros e a indisponibilidade dos bens dos acusados.
A CNN Brasil está tentando localizar a defesa dos indivíduos mencionados nas investigações. O espaço permanece aberto para qualquer manifestação sobre o caso.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



