Operação Héstia: 22 homens presos por violência contra a mulher na Grande São Paulo
A Operação Héstia resulta na prisão de 22 homens por violência contra a mulher na Grande São Paulo. Descubra os detalhes dessa ação impactante!
Prisão de 22 homens por violência contra a mulher na Grande São Paulo
Nesta terça-feira (12), a Secretaria de Segurança Pública (SSP) realizou ações que resultaram na prisão de 22 homens por violência contra a mulher na Grande São Paulo. Durante a Operação Héstia, 20 foragidos da Justiça foram localizados e detidos.
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Além disso, outras ações das polícias Civil e Militar resultaram na prisão em flagrante de dois homens. Os detidos serão apresentados à Justiça a partir desta quarta-feira (13).
As equipes da Patrulha SP Mulher Segura da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) cumpriram mandados de busca, apreensão e prisão com foco na proteção das mulheres no estado.
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As prisões em flagrante ocorreram em ações rotineiras das polícias Civil e Militar. Em Carapicuíba, uma mulher vítima de sequestro e cárcere privado foi resgatada, e seu ex-companheiro, que possuía armas de fogo, foi preso. Na zona oeste de São Paulo, um homem procurado pela Justiça, que tentou matar a companheira com golpes de faca dentro de um apartamento, também foi detido.
Denúncias de violência contra a mulher em São Paulo
Mulheres que são vítimas de violência devem entrar em contato imediatamente com o 190 ou acionar a PM por meio do aplicativo SP Mulher Segura, além de se dirigirem às Delegacias da Mulher.
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Recorde de feminicídios em São Paulo
O estado de São Paulo registrou um número recorde de casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026, com 86 ocorrências, conforme dados da SSP-SP. Esse total representa um aumento em relação ao primeiro trimestre de 2025. O crescimento foi gradual, com 27 casos em janeiro, 29 em fevereiro e 30 em março.
No mesmo período do ano anterior, os números foram inversos: janeiro teve 22 casos, enquanto fevereiro e março registraram 20 e 19, respectivamente. A comparação mensal entre março de 2025 e março de 2026 mostra um aumento de quase 58% nos casos.
O menor número de feminicídios registrado em um mês do primeiro trimestre foi em janeiro de 2018, com apenas cinco casos, ano em que a SSP começou a separar os dados desse crime.
Feminicídio como crime
O feminicídio foi tipificado como crime hediondo em 2015, conforme a Lei n°13.104, que altera parte do Decreto-Lei n°2.848/1940, que classifica homicídio como crime. O feminicídio é caracterizado pela violência contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, ou seja, a motivação é a condição de ser mulher.
A violência doméstica e familiar, bem como o desprezo ou discriminação à condição da mulher, também são considerados crimes. A pena para condenados por feminicídio varia de 20 a 40 anos, podendo ser agravada dependendo do caso.