Médico é preso em flagrante por suspeita de estupro de colega anestesista em SP

O caso levanta preocupações sobre a segurança das profissionais de saúde e a necessidade de medidas de proteção em ambientes de trabalho.

08/08/2026 13:30

3 min

Viatura da Polícia Militar
Viatura da Polícia Militar

Um médico foi preso em flagrante na noite de sexta – feira (7) sob a suspeita de estupro de vulnerável, em Cambuci, região central de São Paulo. A vítima é uma colega anestesista do suspeito. Policiais foram chamados após um desentendimento entre os dois, e ao chegarem ao local, encontraram a médica parcialmente despida, chorando e visivelmente abalada.

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A vítima relatou à polícia que foi agredida sexualmente pelo médico. No entanto, devido ao seu estado emocional e aparente uso de substâncias desconhecidas, não foi possível coletar mais informações imediatamente. Ela recebeu atendimento médico antes de prestar depoimento.

O caso está sendo investigado pela 1ª Delegacia de Defesa da Mulher.

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Relato da vítima

No depoimento, a médica contou que era amiga do investigado e passou o dia com ele. Ele teria sugerido que ela consumisse uma substância ilícita chamada “doce”, algo que ela nunca havia experimentado antes. Depois disso, foram ao apartamento dela e beberam juntos.

A partir desse momento, a vítima disse ter perdido severamente a consciência e a memória. Ela se recorda vagamente de tentativas de relação sexual por parte do médico. Quando ouviu o alarme do celular, tentou pedir ajuda à mãe e a uma amiga, mas acabou encontrada vestindo roupas diferentes das que usava ao chegar no apartamento.

A médica foi levada ao Hospital da Mulher para exames e perícia depois do incidente. Uma amiga dela revelou à polícia que recebeu uma mensagem por volta das 21h em que a vítima pedia ajuda, afirmando estar mal e dopada. Ao chegar ao apartamento, encontrou policiais no local e viu sua amiga bastante abalada.

Versão do médico

O médico apresentou uma versão divergente dos fatos. Ele alegou conhecer a vítima há cerca de um ano por meio de suas atividades profissionais em um hospital em São Paulo. Segundo ele, a médica queria comemorar publicações científicas e perguntou sobre como conseguir drogas ilícitas.

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O suspeito afirmou que ajudou a obter a substância e que os dois almoçaram juntos antes de irem para o apartamento dela, onde compraram bebidas alcoólicas. Ele disse que houve brincadeiras e elogios entre eles, mas negou qualquer ato sexual ou violência física.

De acordo com o médico, ambos passaram a ter alterações na percepção após o uso da substância e ele não se lembra de ter praticado atos sexuais ou trocado beijos com a colega. Quando os policiais chegaram ao local, segundo sua versão, ele estava sem camisa dentro do apartamento enquanto ela estava na varanda chorando.

Hospital se pronuncia sobre os médicos

Em resposta às informações sobre o caso, o hospital onde os médicos supostamente se conheceram afirmou que nenhum deles faz parte do quadro da instituição atualmente. Em comunicado à CNN Brasil, a assessoria destacou que ambos realizaram plantões por meio de uma cooperativa médica no passado, mas não são funcionários da unidade.

A assessoria também reforçou que o episódio não ocorreu nas dependências do hospital e não há vínculos diretos entre o caso e a instituição. A Secretaria de Segurança Pública informou que as investigações seguem em andamento na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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