Operação Fluxo Oculto: PCC e o esquema de combustíveis que sonegou R$ 200 milhões

A Operação Fluxo Oculto expõe o PCC infiltrado no setor de combustíveis, revelando sonegação e lavagem de dinheiro em escala impressionante. Descubra os

(Imagem de reprodução da internet).

Operação Fluxo Oculto Revela Esquema do PCC no Setor de Combustíveis

A Operação Fluxo Oculto, iniciada na manhã desta quinta-feira (28), trouxe à tona mais um aspecto da atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. O setor petroquímico se tornou um dos pilares de financiamento da facção, ao converter solvente em lucro.

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A CNN Brasil destacou os principais detalhes sobre como o PCC realizava a sonegação de impostos e a adulteração de combustíveis nesse novo esquema.

Transformação de Solvente em Lucro

O novo núcleo do esquema utiliza a nafta, originalmente destinada à fabricação de plásticos e solventes industriais. Este produto possui um custo inferior ao da gasolina e oferece vantagens tributárias significativas para fins químicos. O grupo estabelecia empresas de fachada em diversos estados brasileiros, utilizando nomes de “laranjas”, que incluíam parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade social e até presidiários.

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Essas empresas simulavam a compra de nafta de indústrias químicas, alegando uso industrial para evitar impostos sobre combustíveis. Na prática, o produto era desviado para terminais de armazenamento na Grande São Paulo, onde a nafta era misturada diretamente aos tanques de gasolina.

As investigações indicam que, além do lucro com a venda do produto adulterado, o PCC sonegou cerca de R$ 200 milhões em apenas dois anos com essa manobra.

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Bancos Paralelos e Lavagem de Dinheiro

As investigações revelaram a existência de seis fintechs que atuavam como “bancos paralelos” do crime organizado, movimentando mais de R$ 26 bilhões nos últimos quatro anos. Essas instituições utilizavam “contas bolsão”, que permitiam centralizar recursos de diversas fontes e realizar uma rápida dispersão dos valores, dificultando o rastreamento pelas autoridades ao misturar dinheiro ilícito com transações aparentemente legítimas.

A investigação também destacou o uso de criptoativos, com transações que totalizam pelo menos R$ 365 milhões entre as fintechs investigadas e empresas suspeitas de lavagem de dinheiro. O estágio final da lavagem de dinheiro ocorria em quatro fundos de investimento, que funcionavam como um “cofre” para os líderes do esquema, acumulando um patrimônio de R$ 205 milhões e apresentando um crescimento superior a 200% em apenas um ano.

Detalhes da Operação

Na manhã desta quinta-feira (28), o Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), deflagrou a operação. O objetivo é desmantelar um esquema de fraude, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, que operava como um “ecossistema criminoso” para o crime organizado.

A ação é um desdobramento de investigações anteriores e cumpre 59 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Segundo o órgão, a nova operação visa intensificar o combate aos esquemas de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor. Os focos principais nesta manhã (28) são mais seis fintechs descobertas e a adulteração de combustível com o uso de nafta.

Empresas Alvos da Operação

  • Ceopag Instituição de Pagamento
  • Ceopar
  • Fundopay S.A.
  • XBR Participações America Payment S.A.
  • Sispay Instituição de Pagamento
  • Vpay Instituição de Pagamento
  • May Servex Negócios Imobiliários
  • Smart Solutions Instituição de Pagamento
  • Smart Safe Locação e Processamento de Dados
  • YAW Instituição de Pagamento S.A.
  • Ello Gestora de Recursos Ltda

A CNN Brasil busca contatar os representantes das empresas para obter posicionamentos sobre a operação. O espaço está aberto para manifestações.