Operação da Polícia Civil mira grupo que lavou cerca de R 200 milhões em cinco estados

A Justiça autorizou o bloqueio de contas, aplicações e investimentos, enquanto agentes buscam provas sobre a estrutura financeira ligada ao tráfico.

10/09/2026 10:50

3 min

Segundo a Polícia Civil, diligências ainda estão em andamento
Segundo a Polícia Civil, diligências ainda estão em andamento

Uma investigação da Polícia Civil de São Paulo aponta que uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas movimentou cerca de R 200 milhões em um esquema de lavagem de dinheiro. Nesta quinta – feira (10), o órgão iniciou a Operação Retirada, com 31 mandados de busca e apreensão em cinco estados.

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As medidas são cumpridas em cidades de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Goiás. A Justiça também autorizou o bloqueio de contas bancárias, aplicações e investimentos vinculados aos investigados.

Operação mira estrutura financeira do grupo

De acordo com a apuração, os valores de origem ilícita circulavam por empresas e contas abertas em nome de “laranjas”. A estrutura, segundo a Polícia Civil, era utilizada para e dar aparência legal aos recursos.

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O caso começou após a prisão em flagrante de pessoas envolvidas com o . Na ação, os policiais encontraram drogas, cerca de R 200 mil em dinheiro vivo e documentos com registros de movimentações financeiras.

Os investigadores analisaram o material apreendido e cruzaram os dados com informações de inteligência financeira. Esse trabalho levou a Polícia Civil até a estrutura que seria responsável por movimentar e ocultar o dinheiro.

Luiz Fernando Dias de Oliveira, delegado do Neccold, disse que a apuração busca avançar sobre a organização financeira que dava suporte às atividades criminosas. A partir da identificação do, a Polícia pretende chegar aos responsáveis pela administração do esquema.

Mandados são cumpridos em cinco estados

As equipes procuram documentos financeiros e contábeis, registros bancários, celulares, computadores, dispositivos de armazenamento de dados, dinheiro, drogas, armas e outros materiais que ajudem a esclarecer a operação do grupo.

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Em São Paulo, os mandados são cumpridos em Campinas, Nova Odessa, São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. No Paraná, as cidades são Curitiba, Sarandi e Umuarama.

Também há ordens judiciais em São João Batista, em Santa Catarina; Rio de Janeiro e Niterói, no Rio de Janeiro; e Goiânia, em Goiás.

A investigação pretende apontar quem administrava as empresas, estabelecer a participação de cada investigado e acompanhar o caminho percorrido pelos recursos. Bens que possam ter sido comprados com o dinheiro sob apuração também estão sujeitos às medidas determinadas pela Justiça.

Participação de órgãos especializados

A Operação Retirada é conduzida pelo Neccold (Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro), da Deic (Divisão Estadual de Investigações Criminais) de Campinas.

A ação conta ainda com a participação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo. As equipes trabalham para identificar a estrutura responsável pelo fluxo financeiro e reunir provas sobre o funcionamento do esquema.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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