Operação Compliance Zero: Intimidações e Teia de Investimentos Reveladas!

PF desmantela esquema complexo! Operação “Compliance Zero” expõe teia de corrupção envolvendo policiais e crimes cibernéticos. André Mendonça entrega detalhes

(Imagem de reprodução da internet).

Operação Compliance Zero Revela Complexa Teia de Investimentos e Intimidações

A Polícia Federal, em uma operação que se estendeu até esta quinta-feira (14.mai.2026), deflagrou a “Compliance Zero”, desmantelando uma estrutura complexa que buscava proteger interesses ligados ao caso Banco Master. A investigação aponta para uma rede de indivíduos, incluindo policiais federais, operadores do jogo do bicho e especialistas em crimes cibernéticos, que atuavam em conjunto para monitorar, intimidar e pressionar adversários do grupo investigado.

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A decisão do ministro do STF, André Mendonça, que permitiu a reprodução de diálogos atribuídos a Henrique Moura Vorcaro, pai do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, forneceu detalhes cruciais sobre as operações financeiras e estratégias do grupo.

Os diálogos reproduzidos revelam que Henrique Vorcaro atuava como um elo fundamental na estrutura, desempenhando papéis de “demandante, beneficiário e operador financeiro”. Em um dos trechos, ele expressa a necessidade de apoio, afirmando: “No momento em que estou é que preciso de vocês”.

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A PF interpreta essa mensagem como evidência de que ele continuava recorrendo ao grupo mesmo após as fases iniciais da operação. Outro diálogo destaca a necessidade de manter a estrutura investigada com pagamentos regulares, com Marilson Roseno da Silva, apontado como líder operacional da “Turma”, solicitando que Henrique não o deixasse “à deriva” e afirmando estar “segurando uma manada de búfalo”.

Detalhes Financeiros e Operacionais

As conversas revelam que Henrique Vorcaro estava diretamente envolvido na sustentação financeira da organização criminosa. A PF estima que os valores discutidos, que variam de R$ 400 mil a R$ 800 mil, eram compatíveis com pagamentos mensais destinados à manutenção do grupo.

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A investigação também aponta para o uso de linha registrada na Colômbia e a troca frequente de números de telefone entre os membros da organização, evidenciando a preocupação com a segurança e a dificuldade de rastreamento das transações financeiras.

A operação também identificou a atuação de policiais federais da ativa e aposentados, além de operadores do jogo do bicho, como parte integrante da estrutura.

Núcleos da Organização e Alvos da Investigação

A investigação distingue dois núcleos principais dentro da organização: “A Turma”, responsável por ameaças presenciais, intimidação, monitoramento de alvos e obtenção ilegal de informações sigilosas, e “Os Meninos”, um grupo especializado em ataques cibernéticos, derrubada de perfis em redes sociais, invasões telemáticas e monitoramento digital clandestino.

A PF identificou 7 indivíduos sob suspeita de envolvimento, incluindo Henrique Moura Vorcaro, David Henrique Alves, Victor Lima Sedlmaier, Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos, Manoel Mendes Rodrigues, Anderson Wander da Silva Lima e Sebastião Monteiro Júnior.

Além disso, a PF solicitou a prisão preventiva e medidas cautelares contra outros alvos, incluindo a delegada da PF Valéria Vieira Pereira da Silva e o agente aposentado Francisco José Pereira da Silva.

Investigações Adicionais

A investigação também aponta para o envolvimento da empresa Multipar, presidida por Henrique Vorcaro, que movimentou mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025, exclusivamente entre contas ligadas a Daniel Vorcaro. A operação Compliance Zero investiga suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

A defesa da família de Vorcaro se recusou a se manifestar sobre a operação.