ONU alerta sobre riscos para economias vulneráveis após reabertura do Estreito de Ormuz

A ONU alerta que, apesar da reabertura do Estreito de Ormuz, economias vulneráveis continuam ameaçadas por custos elevados de alimentos e combustíveis.

Navios no Estreito de Ormuz em Musandam, Omã 8 de maio de 2026

A Organização das Nações Unidas (ONU) para o comércio e o desenvolvimento alertou, nesta terça – feira, que a reabertura do Estreito de Ormuz traz um alívio imediato aos mercados de energia. No entanto, as economias vulneráveis ainda enfrentam riscos de aumentos prolongados nos custos de alimentos e combustíveis.

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O relatório da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) destaca que os sistemas de alimentos e transporte devem levar mais tempo para se recuperar do que os mercados de energia. Isso ocorre porque as cadeias de abastecimento interrompidas necessitam de um período maior para se restabelecer após a paralisação decorrente do conflito entre EUA e Irã no final de fevereiro.

Impacto da paralisação do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial que normalmente transporta cerca de 20% dos suprimentos globais de petróleo e gás, ficou praticamente inoperante durante o conflito. Após um acordo provisório entre EUA e Irã, o preço do petróleo Brent caiu drasticamente para cerca de US 73 por barril, próximo aos níveis anteriores ao início das hostilidades.

Apesar disso, a UNCTAD alerta que os preços do gás e dos fertilizantes podem permanecer altos, impactando diretamente a produção agrícola, os custos de transporte e as finanças das famílias.

As economias vulneráveis estão especialmente expostas a flutuações nos preços do petróleo e dos fertilizantes. Os preços persistentemente elevados dos alimentos podem agravar ainda mais a situação das famílias mais pobres. A UNCTAD enfatizou que essa condição pode aumentar significativamente o risco de emaciação infantil em diversas regiões.

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Economias vulneráveis sob risco

No relatório, a agência identificou 61 economias vulneráveis que estão suscetíveis a choques nas importações de petróleo e cereais devido à interrupção no Estreito de Ormuz. Entre elas está Cabo Verde, um país que depende fortemente da importação de combustíveis e enfrenta aumento nos custos com eletricidade, transporte e alimentos — uma situação que pode persistir mesmo após a estabilização dos mercados energéticos.

Além disso, países como o Iémen também permanecem altamente vulneráveis. Com economias frágeis, essas nações não estão preparadas para suportar os altos preços dos grãos e os custos elevados de transporte. Diante desse cenário desafiador, a UNCTAD pediu apoio internacional para ajudar esses países mais expostos na recuperação dos impactos recentes.

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