Filhote de onça que nem ficava de pé e quase perdeu a pata volta à natureza no interior de SP
Uma onça-parda fêmea jovem voltou à natureza na quarta-feira (21), quando foi solta no Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio, no Pontal do Paranapanema, interior de São Paulo. O animal passou por tratamento depois de ser atacado por cães.
A soltura foi conduzida pela Fundação Florestal em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente. Exames de sangue, ultrassonografia e radiografias acompanharam a recuperação intensiva, que deixou a onça em condições de retornar ao habitat natural.
Filhote tinha ferida com exposição óssea e risco de amputação
O resgate aconteceu há dois meses, quando a fêmea tinha cerca de cinco meses de vida. Ela estava em estado grave, com uma ferida extensa na pata dianteira direita, osso exposto, infecção severa e necrose, o que colocava o membro sob risco de amputação.
O quadro incluía ainda anemia e desnutrição. A onça não conseguia sequer ficar de pé.
Durante o tratamento, o animal permaneceu em isolamento sanitário. A medida reduziu ao mínimo o contato com pessoas e ajudou a preservar o comportamento e os hábitos selvagens da espécie.
“O ataque sofrido pelo filhote evidencia como cães e gatos soltos podem perseguir, ferir ou transmitir doenças infecciosas graves à fauna silvestre”, afirmou Andrea Pires, diretora de Biodiversidade da Fundação Florestal.
Morro do Diabo concentra 20,4% das detecções da onça-parda em SP
O parque é uma das principais áreas de proteção da espécie no estado. A unidade reúne 20,4% de todas as detecções do felino em São Paulo, ou seja, uma em cada cinco onças-pardas registradas pelo programa no estado vive no parque do Pontal do Paranapanema.
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Entre 2024 e 2025, foram 2.004 registros da espécie dentro dos limites do Morro do Diabo.
Segundo maior felino das Américas, a onça-parda aparece na lista de espécies ameaçadas de extinção em vários biomas brasileiros. Perda e fragmentação de habitat, atropelamentos em estradas, caça ilegal e conflitos diretos estão entre as principais ameaças à sua sobrevivência.
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Redação Brasil
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