O governador Tarcísio afirma que o estado não cederá na luta contra o crime
O governador declarou que dois indivíduos foram identificados e que a principal preocupação é elucidar o caso e capturar os responsáveis.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou que o estado “não vai perder essa disputa contra o crime”, em referência ao assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes, vítima de disparo de arma de fogo em Praia Grande.
Em uma coletiva de imprensa, Tarcísio afirmou que dois suspeitos foram identificados e que há pedidos de prisão preventiva em curso. Ele ressaltou que o crime é tratado como prioridade máxima do governo e que haverá uma resposta rápida e exemplar para a sociedade.
Força-tarefa e tecnologia de investigação
A equipe especial, coordenada pelo delegado-geral Arthur Dian da Polícia Civil, está em operação, contando com o apoio de equipes de inteligência e operações de rua. “Dispomos de grande volume de material coletado, incluindo fragmentos de DNA, impressões digitais e cruzamento de dados, o que nos conduzirá aos responsáveis”, declarou.
Ele especificou que, ademais dos bancos criminais, o governo está utilizando outros sistemas de identificação, como o banco de dados do TSE, para agilizar a investigação. “Já identificamos dois dos envolvidos. Um deles possui antecedentes criminais e tem mandado de prisão preventiva autorizado”, declarou.
Envolvimento de grupos opostos não é descartado.
Tarcísio afirmou que nenhum cenário será descartado. “Pode ter ocorrido um crime ligado a facções, pode não ter sido. Todas as possibilidades estão em avaliação. O que temos de fato é que há histórico de reincidência criminal entre os envolvidos”, declarou.
O governador reiterou que, com qualquer motivação, o crime não terá impunidade: “Vamos apurar os fatos, deter os responsáveis e demonstrar que o Estado não se submeterá. O criminoso não causará terror em São Paulo.”
Autoridades com memória e proteção em relação a conflitos com o crime organizado.
Tarcísio reiterou que Ruy Ferraz Fontes não solicitou proteção ao Estado, mas admitiu que o crime exige uma revisão da segurança de ex-autoridades que combateram organizações criminosas.
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“Aqueles que dedicaram suas vidas ao combate ao crime merecem o apoio do Estado. Frequentemente, o agente se aposenta, porém o risco persiste. É preciso analisar mecanismos para que esse suporte seja automático.”
A resposta é o maior tributo.
Ao final da coletiva, o governador classificou a situação como um “ato bárbaro” e declarou que a maior demonstração de respeito ao ex-delegado será a punição dos responsáveis. “A melhor forma de homenageá-lo é solucionar o caso, levar cada um dos criminosos à justiça e demonstrar que o Estado não cede, não retrocede e não permitirá que essa luta contra o crime seja interrompida.”
Fonte por: CNN Brasil