Nódulos na tireoide: Kalil e especialistas explicam quando há risco de câncer

Apenas 5% a 10% dos nódulos tireoidianos são malignos, mas sinais como crescimento rápido e rouquidão exigem investigação médica.

Tumor na tireoide é um dos tipos de câncer de cabeça e pescoço

Nódulos na tireoide são um achado bastante frequente: cerca de metade da população tem um ou mais. Com o passar dos anos, o número sobe ainda mais — entre quem já passou dos 70, a taxa chega a 70%. Apesar de tantas pessoas apresentarem a condição, o perigo real é bem menor do que se imagina.

Segundo as endocrinologistas Suemi Marui e Rosa Paula Biscolla, entrevistadas pelo Dr. Roberto Kalil no CNN Sinais Vitais de sábado (12), apenas 5% a 10% desses nódulos são, de fato, tumores malignos. Ou seja, a investigação médica é fundamental, mas não precisa vir acompanhada de pânico.

Sinais de alerta e sintomas

O câncer de tireoide, na maior parte dos casos, não dá sinais claros. Ainda assim, algumas manifestações merecem atenção. Entre elas estão o crescimento rápido do nódulo nas últimas semanas, a sensação de consistência endurecida ao toque e a presença de gânglios no mesmo lado do nódulo.

Rouquidão e dificuldade para engolir também entram na lista.

“Se a pessoa percebe o nódulo, ele é duro, e o médico examina, é duro e tem gânglio do mesmo lado, ele é importante”, alertou Rosa Paula Biscolla durante a entrevista.

Tipos de câncer de tireoide

As especialistas explicaram que existem dois tipos principais da doença. O mais comum é o carcinoma papilífero e folicular, responsável por cerca de 85% dos diagnósticos. Nesse caso, a origem familiar só é considerada quando três ou mais pessoas da mesma família têm o problema. “Até dois casos, geralmente é coincidência.

Mais do que três ou mais, você já pode pensar em um aspecto mais familial”, disse Biscolla.

Leia também

Já o carcinoma medular da tireoide é mais raro, mas tem potencial hereditário maior: em aproximadamente 25% dos casos, ele pode ter caráter familiar. Quando isso acontece, o paciente diagnosticado precisa fazer uma pesquisa genética para identificar o gene ligado ao tumor.

Se a alteração for confirmada, todos os familiares de primeiro grau também devem passar pelo teste genético.

Questionada sobre qual dos dois tipos seria mais agressivo, Biscolla ponderou que a resposta depende do momento do diagnóstico. Se detectados cedo, as chances de cura são parecidas para ambos. A diferença é que o carcinoma medular tem mais propensão a gerar metástases para linfonodos e gânglios, mesmo quando o tumor ainda é pequeno, ao contrário do tipo folicular.