Nike revisa previsões de vendas e espera queda entre um dígito baixo a médio até novembro de 2026

A revisão das previsões da Nike reflete a pressão crescente sobre os consumidores, impactando suas vendas e estratégias até novembro de 2026.

Loja da Nike em Nova York

A Nike revisou suas previsões de vendas para o período entre março e novembro de 2026, apontando uma queda esperada entre um dígito baixo a médio. A decisão vem em meio ao aumento da pressão sobre os consumidores globalmente, que afetou diretamente a performance das vendas da marca nos últimos meses.

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Durante uma teleconferência com analistas na terça – feira (30), Matthew Friend, diretor financeiro da Nike, destacou que o bom desempenho observado em março, especialmente na América do Norte, rapidamente perdeu força até meados de abril. As divisões de sportswear e streetwear da marca Jordan foram as mais impactadas.

Ele atribuiu a desaceleração à cautela crescente dos consumidores diante da guerra no Oriente Médio e do aumento nos preços dos combustíveis.

Impacto nas vendas e estratégias de mercado

Friend comentou que essa situação levou a empresa a oferecer mais descontos e está pesando sobre os pedidos futuros. “Nosso consumidor está sob pressão no mundo todo”, afirmou o executivo. Com isso, a Nike espera que sua receita fique praticamente estável no mesmo intervalo, embora não preveja uma melhora significativa no ambiente econômico nos próximos meses.

O cenário volátil, influenciado por mudanças em políticas tarifárias e flutuações nos preços do petróleo, pode elevar os custos e pressionar ainda mais o consumidor. Para lidar com essa realidade, a empresa adotará medidas para reduzir pedidos e gerenciar estoques, reconhecendo que isso poderá afetar temporariamente a receita, mas ajudará na expansão das margens.

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A revisão das projeções ocorre após um novo trimestre fiscal que apresentou desafios adicionais para Elliott Hill, CEO da Nike. Sob sua liderança desde seu retorno em 2024, a empresa implementou um plano de reestruturação. Apesar dos avanços em algumas áreas, como corrida e atacado na América do Norte, a marca enfrenta dificuldades na China e com a Converse devido à recente diminuição da demanda.

Desempenho financeiro e expectativas futuras

No atual primeiro trimestre do ano fiscal, a expectativa é de que a receita recue entre um dígito baixo a médio. Analistas consultados pela Fact Set projetam uma receita de US 11,5 bilhões para esse período, representando uma queda aproximada de 1,9% em relação ao ano anterior.

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No quarto trimestre fiscal passado, a Nike registrou lucro de US 1,07 bilhão ou 72 centavos por ação.

Esse valor é consideravelmente superior aos US 211 milhões ou 14 centavos por ação reportados no mesmo período do ano anterior. O lucro por ação deste último trimestre inclui um impacto positivo relacionado à recuperação esperada de tarifas sob a IEEPA.

A receita total recuou 1%, totalizando US 10,97 bilhões ante US 11,1 bilhões no ano anterior; no entanto, ficou acima das estimativas de analistas que previam US 10,85 bilhões. A receita no atacado teve um crescimento de 4%, enquanto as vendas diretas caíram 7%.

Na América do Norte as vendas subiram 3%, mas na região da Europa, Oriente Médio e África houve uma queda de 1%. A situação foi ainda mais crítica na China, onde as vendas despencaram em 12%.

Mudanças na diretoria

A divulgação dos resultados financeiros ocorreu logo após o anúncio do novo diretor financeiro da Nike. David Denton, atual CFO da Pfizer, assumirá as finanças da empresa em 17 de agosto, substituindo Matthew Friend.

Essa mudança na liderança financeira acontece em um momento crucial para a companhia enfrentar os desafios atuais e buscar retomar o crescimento nas vendas.