Nicolás Maduro e Cilia Flores: carta de solidariedade acusa interferência imperial

Levante Popular da Juventude divulga carta que denuncia a prisão de Nicolás Maduro e Cilia Flores nos EUA e defende a soberania da Venezuela.

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Foto: Reprodução
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Carta de solidariedade à Venezuela: um chamado à soberania

Em 30 de março de 2026, o Levante Popular da Juventude emitiu uma forte declaração de solidariedade ao presidente Nicolás Maduro e à deputada Cilia Flores, detidos nos Estados Unidos. A carta, endereçada diretamente a ambos os líderes, denuncia a situação ilegal de prisão e a interferência imperialista na Venezuela, conectando o caso a uma luta global pela soberania e autodeterminação dos povos.

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A crise e a ameaça à soberania

O documento ressalta que a detenção de Maduro e Flores é resultado de uma estratégia impulsionada pelos Estados Unidos, que buscam impor controle sobre a Venezuela e, por extensão, sobre toda a América Latina. A organização enfatiza que os ataques à Venezuela representam uma ameaça à soberania não apenas do país, mas de toda a região, e que a resistência a essa interferência é um dever de todos os povos soberanos.

A carta destaca a longa história de conflitos e disputas entre o imperialismo e os movimentos de libertação na América Latina, remontando às lutas contra o colonialismo, o escravismo e a violência imperial. O Levante Popular da Juventude ressalta que a conquista da soberania latino-americana foi resultado de uma luta contínua, e que a defesa dessa soberania é essencial para garantir o futuro do continente.

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Um novo horizonte político

O texto argumenta que a situação internacional é marcada pela crise da hegemonia unipolar dos Estados Unidos, e que o mundo está se reorganizando em torno de uma ordem multipolar. A organização defende a emergência de um novo modelo de relações internacionais, baseado na igualdade, na justiça social e no respeito à soberania dos povos.

O Levante Popular da Juventude expressa sua crença em um horizonte socialista, em que a vida humana e a natureza são valorizadas acima do lucro. A carta denuncia as políticas neoliberais que geram desigualdade, concentração de riqueza e autoritarismo, e defende a necessidade de uma revolução social que transforme a ordem mundial.

Solidariedade e resistência

A carta conclui com um apelo à libertação imediata de Maduro e Flores, e com um chamado à união dos povos em defesa da soberania e da autodeterminação. O Levante Popular da Juventude se compromete a continuar lutando por esses objetivos, através de ações de denúncia, apoio à Brigada Internacional de Solidariedade e articulação com movimentos populares na Venezuela e em todo o mundo.

A organização expressa sua esperança em um futuro em que os povos da América Latina possam construir uma sociedade justa, igualitária e livre, baseada nos princípios do socialismo comunal e na defesa da soberania nacional.

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