Netanyahu sob pressão: planos de ataque ao Hezbollah em Beirute são suspensos por Trump

Benjamin Netanyahu enfrenta pressão interna para agir contra o Hezbollah, mas intervenção de Donald Trump suspende ataque a Beirute. O que vem a seguir?

06/06/2026 10:06

3 min

Netanyahu sob pressão: planos de ataque ao Hezbollah em Beirute são suspensos por Trump
(Imagem de reprodução da internet).

Pressão Interna e Decisões de Netanyahu

Com a intensa pressão interna para agir contra o Hezbollah, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revelou no início da semana seus planos de atacar o grupo na capital libanesa. No entanto, horas depois, a operação foi suspensa devido a uma intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Netanyahu declarou que não aceitaria um cenário onde o Hezbollah atacasse cidades e cidadãos israelenses enquanto seu quartel-general em Beirute, localizado em Dahiyeh, permanecesse intocado.

Na parte da tarde, as Forças Armadas de Israel emitiram um alerta de evacuação para Dahiyeh, um bastião do Hezbollah no sul de Beirute. O primeiro-ministro enfrenta crescente pressão para intensificar o conflito no Líbano, especialmente com os foguetes do Hezbollah atingindo áreas mais profundas de Israel e drones explosivos causando ferimentos e mortes entre os soldados israelenses.

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Demandas da Oposição e Ações Militares

O parlamentar da oposição, Avigdor Liberman, criticou a falta de ação, afirmando que Israel deveria ter bombardeado Dahiyeh “há muito tempo”, alegando que “uma em cada duas casas lá tem ligações com o Hezbollah”. Os militares israelenses também têm pressionado para retomar os ataques a Beirute.

Desde a implementação do cessar-fogo com o Irã em abril, os EUA praticamente impediram Israel de realizar ataques na capital libanesa.

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Em vez disso, Israel tem focado em uma série de ataques no sul do Líbano e, mais recentemente, no Vale do Bekaa. Durante a trégua, Beirute foi alvo de ataques israelenses apenas duas vezes, com foco em comandantes de alto escalão do Hezbollah. À medida que as horas passavam, no início da semana, não houve ataques israelenses a Beirute, aumentando as especulações sobre a falta de aprovação da Casa Branca para tais ações.

Dilemas Políticos e Relações com os EUA

Netanyahu deixou claro que não haveria tropas israelenses indo para Beirute, afirmando que quaisquer forças que estivessem a caminho foram impedidas de avançar. Ele prometeu que as operações continuariam “como planejado”, mas Trump colocou Netanyahu em um dilema político complicado em um momento crítico.

A população israelense clama por uma escalada no Líbano, enquanto Trump se opõe a essa ação.

Netanyahu, que frequentemente elogiou a relação com Trump, provavelmente evitará desafiar publicamente o presidente americano. Essa situação se desenrola em meio a uma eleição iminente em Israel, onde Netanyahu não tem uma vitória clara para apresentar aos eleitores, nem em relação ao Líbano, Gaza ou Irã.

As negociações entre os EUA e o Irã continuam sem um desfecho claro.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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