Natura se reinventa e se prepara para um crescimento explosivo em 2026! João Paulo Ferreira revela planos audaciosos para expandir a marca e aumentar receitas.
Na última terça-feira (17), o presidente-executivo da Natura, João Paulo Ferreira, anunciou que a empresa está mais simples, financeiramente sólida e preparada para acelerar seu crescimento. Ele destacou que a fabricante de cosméticos concluiu em 2025 um ciclo importante de simplificação. “Estou confiante em nossa capacidade de cumprir nossos compromissos para 2026 e além”, afirmou Ferreira durante uma teleconferência com analistas.
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Entre os compromissos mencionados, Ferreira ressaltou a intenção de expandir e fortalecer a liderança da marca Natura no Brasil, aumentar as receitas no México e na Argentina, relançar a marca Avon e melhorar a rentabilidade das operações na América Hispânica.
O executivo também mencionou a implementação de um novo modelo operacional que visa compensar os custos de implementação ainda em 2026, além de eliminar os custos de transformação e retornar aos níveis históricos de investimento.
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Silvia Vilas Boas, diretora financeira da Natura, informou que o resultado do último trimestre de 2025 marca o fim dos custos de transformação, que totalizaram mais de R$ 400 milhões no ano anterior. “Para 2026, com o término do ciclo de transformação, nossa estratégia se concentrará na continuidade da expansão de margens, sustentada pela captura de eficiências adicionais e alavancagem operacional, com uma disciplina rigorosa na alocação de capital focada em retorno”, enfatizou.
Na bolsa paulista, por volta das 11h, as ações da Natura subiram 9,27%, alcançando R$ 9,43, liderando as altas do Ibovespa, que registrou uma alta de 1,45%. O balanço divulgado anteriormente mostrou um prejuízo líquido de R$ 321 milhões no quarto trimestre, mas o resultado operacional, medido pelo Ebitda recorrente, atingiu R$ 978 milhões, com uma expansão de 57,2% em relação ao ano anterior, e a margem nessa linha subiu de 8,8% para 15,8%.
Vilas Boas destacou que a Natura encerrou 2025 com uma margem bruta no Brasil considerada “saudável”, com a expectativa de manter esse patamar, respeitando as sazonalidades entre os trimestres. A margem bruta no quarto trimestre foi de 67,5% e, no ano, alcançou 69%.
Para a divisão Hispana, a executiva mencionou que existem muitas oportunidades, tanto pela captura de benefícios da Onda 2 no México e na Argentina quanto pela evolução positiva dos países mais maduros.
Apesar dos desafios, Ferreira assegurou que a Natura já tomou medidas para retomar o crescimento, incluindo investimentos em incentivos para aumentar a atividade da força de vendas, com resultados esperados já no primeiro trimestre. “Nada disruptivo, mas com melhorias ao longo do primeiro trimestre”, disse.
Ele também mencionou o fortalecimento e aceleração do pipeline de lançamentos, considerando as dinâmicas concorrenciais atuais do mercado.
Vilas Boas também comentou sobre a falta de disponibilidade de body splashes na Natura, um dos itens mais vendidos em 2025, mas que já foi resolvida. “Estamos vendo sinais positivos a partir de março, e esperamos uma performance da Natura Brasil semelhante ou ligeiramente melhor do que a do quarto trimestre de 2025”, explicou.
Ferreira ainda destacou que a marca Natura Brasil manteve sua liderança, embora tenha registrado uma leve perda de market share em 2025. “Nosso objetivo é aumentar nossa participação no mercado”, concluiu, prevendo uma expansão de 6% a 7% no mercado de beleza como um todo no país.
Autor(a):
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.