Museu na China inaugura maior exposição de répteis voadores com fósseis de pterossauros
Museu na China exibe fósseis de pterossauros que revelam novos detalhes sobre a evolução dos répteis voadores.
Uma série de descobertas científicas e arqueológicas em 2026 está reescrevendo capítulos da história humana e natural. Os achados vão desde fósseis de polvos gigantes com 19 metros de comprimento até uma população amazônica que pode ter chegado a 3 milhões de pessoas antes da chegada dos europeus.
Pesquisadores espanhóis anunciaram a identificação de 151 sítios arqueológicos subaquáticos no Estreito de Gibraltar, a passagem entre o sul da Europa e o noroeste da África. Desse total, 124 são naufrágios, reforçando a importância histórica da região, marcada por séculos de navegação e conflitos navais.
Fósseis raros e descobertas inéditas
Um estudo publicado na revista Science revelou que polvos gigantes, que atingiam 19 metros de comprimento, estavam entre os maiores predadores oceânicos há cerca de 100 milhões de anos. A pesquisa encontrou fósseis raros de mandíbulas desses animais, escondidos em rochas sólidas, com sinais de desgaste intenso causado pela trituração de presas duras, como conchas e ossos.
No Egito, arqueólogos que trabalham na antiga cidade de Oxirrinco desenterraram uma múmia com uma passagem da “Ilíada”, de Homero, presa ao abdômen. A descoberta foi classificada como inédita pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do país.
Já no Rio Grande do Sul, um fóssil encontrado no município de Dona Francisca, na região central do estado, levou à identificação de uma nova espécie de réptil. Batizado de Silescelida acristata, o animal viveu há aproximadamente 240 milhões de anos, em um período anterior ao dos dinossauros. O fóssil havia ficado perdido por cerca de 20 anos antes de ser redescoberto.
Antártida, China e os segredos da evolução
Na Antártida, um fóssil guardado em uma gaveta por décadas foi finalmente identificado como o primeiro resto de dinossauro já descoberto no continente. A vértebra foi encontrada em 1985 por uma expedição do British Antarctic Survey (BAS), mas foi inicialmente classificada como pertencente a um grande réptil.
Mark Evans, paleontólogo e gerente das coleções geológicas da BAS, foi quem fez a descoberta décadas depois.
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Cientistas chineses também anunciaram a descoberta da menor ave de cauda longa conhecida até hoje, o Zhengheornis buyu. O fóssil fornece a evidência mais forte até agora de que a redução das vértebras da cauda ocorreu antes da formação do osso caudal fundido durante a evolução das aves.
Outro fóssil chinês, da Austronaga minuta, um réptil marinho de pescoço longo datado de 245 milhões de anos, está tão bem preservado que revela o estômago, o fígado e os intestinos do animal. O fóssil foi desenterrado na província de Yunnan, no sul da China, em uma região conhecida por fósseis bem preservados do Período Triássico.
Amazônia populosa e naufrágio romano na Sicília
Um estudo publicado na revista Nature nesta quarta – feira (29) estima que a Amazônia pode ter abrigado entre 1,25 milhão e 3 milhões de pessoas entre os anos 100 e 300 dC., muito antes da chegada dos europeus. A pesquisa utilizou tecnologia de escaneamento a laser para revelar milhares de estruturas arqueológicas escondidas sob a vegetação.
Na Itália, o pescador submarino e mergulhador Giacomo De Mola encontrou, ao largo da costa da Sicília, o naufrágio de uma embarcação de transporte romana de 2.000 anos. Ele pensou inicialmente que se tratava de uma rocha subaquática, mas o que viu era um navio antigo, segundo o Ministério da Cultura italiano.