MST Reencontra o Sangue de Eldorado: Marcha Decena Anos do Massacre!
MST revive trauma de 1996 em marcha pela BR-150! Trinta anos após o massacre de Eldorado do Carajás, o movimento relembra a “marcha interrompida” e exige reforma agrária
MST Retoma Marcha em Defesa da Reforma Agrária Trinta Anos Após o Massacre de Eldorado do Carajás
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) planeja uma nova marcha pela BR-150, entre Curionópolis e Eldorado do Carajás, no Pará, marcando três décadas após um evento crucial na história do movimento. A ação está prevista para os dias 13 a 17 de abril, buscando honrar a memória daqueles que perderam a vida na luta pela terra.
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Referência à Marcha Interrompida de 1996
Ayala Ferreira, integrante da Direção Nacional do MST no Pará, explicou que a mobilização se inspira na marcha interrompida de 1996, que ocorreu no dia 17 de abril. “Estamos chamando de ‘marcha interrompida’ para nos referir ao final de tarde daquele dia, quando o massacre aconteceu”, detalhou Ferreira.
A iniciativa visa mobilizar famílias acampadas do sul e sudeste do Pará, que se juntarão à marcha em direção a Eldorado do Carajás.
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Contexto Histórico: O Massacre de 1996
Em 1996, cerca de 1.500 pessoas estavam acampadas na Curva do S, em Eldorado do Carajás, com o objetivo de marchar até Belém e reivindicar a desapropriação da fazenda Macaxeira, ocupada por 3.500 famílias sem-terra. A marcha, iniciada em 10 de abril, foi abruptamente interrompida em circunstâncias trágicas.
A ação da Polícia Militar, conhecida como o “Massacre de Eldorado do Carajás”, resultou em 21 mortes de camponeses, 19 no local do ataque e mais dois que faleceram no hospital, além de dezenas de feridos.
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Reivindicações e Perspectivas Futuras
Ferreira enfatizou que a principal resposta ao massacre é a atuação do poder público, buscando uma política ampla de reforma agrária. “Queremos reafirmar que a melhor justiça é que o Estado brasileiro cumpra sua função”, declarou. A retomada da marcha visa consolidar a imagem de famílias em luta e dispostas a defender a implementação da reforma agrária no Brasil.
A dirigente ressaltou a importância de resgatar a memória do evento para inspirar novas gerações na luta pela terra.
Foco na Juventude e Formação Política
Além da marcha, o MST planeja organizar um acampamento com a participação de cerca de 500 jovens na Curva do S, reconstruindo um monumento em homenagem aos militantes que perderam a vida. A iniciativa também visa promover a formação política e pedagógica da juventude, reafirmando a Curva do S como um espaço de resistência.
Ferreira destacou o papel fundamental da juventude na continuidade da luta pela reforma agrária.
Lançamento da Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária
No dia 17 de abril, data do Dia da Luta pela Reforma Agrária, está previsto um ato político com a chegada da marcha. Nesta ocasião, será lançado a Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (Jura), uma iniciativa nacional que reunirá universidades e movimentos sociais para discutir agroecologia, soberania alimentar e reforma agrária.