MPF investiga suspensão de perfis LGBTQIA+ no Instagram após bloqueios em massa

MPF Investiga Suspensão de Perfis LGBTQIA+ no Instagram
O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma investigação e solicitou informações à empresa Meta sobre a suspensão de mais de 100 perfis associados à comunidade LGBTQIA+ no Instagram. De acordo com uma representação enviada ao órgão, as contas afetadas somavam mais de 1,7 milhão de seguidores.
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O pedido foi direcionado à direção da Meta no Brasil após a organização Sleeping Giants Brasil relatar bloqueios em massa de perfis voltados à temática LGBTQIA+ entre maio e o início de junho de 2026.
Conforme o MPF, os perfis suspensos eram responsáveis pela produção de conteúdo, disseminação de informações, mobilização social e defesa de direitos da população LGBTQIA+. O procurador da República, Lucas Costa Almeida Dias, destacou que as informações solicitadas estão diretamente relacionadas à proteção de pessoas LGBTQIA+ contra discursos de ódio nas plataformas digitais, especialmente após as mudanças anunciadas pela Meta em suas diretrizes de moderação.
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Contexto das Suspensões
A investigação aponta que as suspensões ocorreram em um período próximo ao Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, celebrado em 17 de maio, e se repetiram às vésperas da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, um dos maiores eventos do tipo no mundo.
O documento menciona que algumas contas foram restabelecidas pela plataforma após a repercussão do caso na mídia nacional. No entanto, novas suspensões teriam ocorrido poucos dias depois, levantando questionamentos sobre a situação.
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Para o MPF, a situação requer esclarecimentos detalhados, especialmente porque as suspensões afetaram um número significativo de usuários e canais de comunicação dedicados à promoção de direitos e visibilidade da população LGBTQIA+. O órgão busca verificar se os bloqueios estão relacionados à flexibilização das políticas ou a mudanças institucionais implementadas pela empresa.
Diretrizes da Meta
Em janeiro de 2025, a Meta divulgou uma nota informando sobre mudanças em suas diretrizes de “livre expressão”. A empresa afirmou que as plataformas deveriam ser espaços onde as pessoas pudessem se expressar livremente. Entre as alterações, estava a redução da quantidade de conteúdo relacionado a eleições, política e questões sociais, uma decisão tomada com base no feedback dos usuários.
Contudo, pouco tempo depois, a empresa reverteu essa abordagem.
Além disso, a Meta implementou sistemas automatizados para detectar conteúdos relacionados a terrorismo, exploração sexual infantil, drogas, fraudes e golpes. Outras violações são analisadas apenas mediante denúncias feitas pelos usuários. Em nota, a Meta reiterou que não comentará sobre o caso.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



