MP denuncia motoristas de Porsche e RAM por racha a 123 kmh que feriu duas pessoas no RS
MPRS pediu à Justiça a suspensão cautelar das CNHs e a fixação de indenização mínima às duas vítimas enquanto o processo avança.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou os motoristas de um Porsche e de uma caminhonete de luxo RAM por participação em um racha que deixou duas pessoas feridas em Porto Alegre. A disputa entre os dois veículos ocorreu em 25 de agosto deste ano, na Avenida Nilo Peçanha.
Além da corrida em alta velocidade, os condutores foram denunciados pela fuga do local do acidente. O motorista do Porsche também responde por embriaguez ao volante, de acordo com a acusação apresentada pelo MPRS.
Disputa terminou em colisão com quatro veículos
Segundo o Ministério Público, os motoristas atingiram e 123 kmh durante a disputa. Em meio ao racha, um dos motoristas colidiu contra um automóvel conduzido por uma das vítimas.
A força do impacto lançou o carro atingido contra um terceiro veículo. Um quarto automóvel também acabou envolvido na sequência da colisão, ampliando os danos provocados pelo acidente na Avenida Nilo Peçanha.
Duas motoristas ficaram feridas após o engavetamento. O MPRS atribui aos condutores do Porsche e da caminhonete de luxo RAM a participação na disputa que antecedeu as colisões e também a saída do local sem prestar a assistência correspondente.
O acidente envolveu veículos de alto valor e ocorreu durante uma disputa de velocidade em uma via de Porto Alegre. Na avaliação do Ministério Público, a dinâmica registrada e as consequências para as vítimas justificam a apresentação das denúncias contra os dois motoristas.
Pedidos apresentados pelo Ministério Público
Além de denunciar os condutores, o MPRS pediu à Justiça a suspensão cautelar das (CNHs) dos dois denunciados. A medida busca impedir que eles continuem dirigindo enquanto o caso é analisado.
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O Ministério Público também solicitou a fixação de um valor mínimo para a reparação dos danos causados às vítimas. O pedido considera as consequências do acidente, que deixou duas motoristas feridas e atingiu quatro automóveis.
Na manifestação, o MPRS se posicionou contra a aplicação de acordo penal. Para o órgão, a gravidade dos fatos — incluindo a disputa em alta velocidade, a colisão em cadeia, a fuga do local e, no caso do condutor do Porsche, a denúncia por embriaguez ao volante — impede a adoção da medida.
Com a denúncia, os dois motoristas passam a responder pelas acusações relacionadas ao racha ocorrido em 25 de agosto deste ano. O processo também deverá considerar os pedidos de suspensão das (CNHs) e de reparação mínima às vítimas, apresentados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS.