MP denuncia homem por assassinato e maus tratos ao cachorro em São Paulo

Lafayete Silva denunciado por assassinato brutal e maus tratos ao cachorro após histórico de violência contra companheira.

Reprodução

O Ministério Público de São Paulo (MP – SP) formalizou nesta quarta – feira, dia 19, a denúncia contra Lafayete Gonzaga da Silva pelo assassinato de Angelita Manoela Rodrigues.

Segundo o promotor Rodolfo Justino de Morais e informações do MP – SP, as acusações englobam crimes graves como feminicídio com meio cruel — um recurso que impossibilitou qualquer defesa por parte da vítima —, além dos delitos relacionados aos maus – tratos cometidos em relação ao animal doméstico.

O casal residia na Freguesia do Ó, localizada na zona norte da capital paulista.

Violência prévia: ataque inicial no quintal

A violência contra a companheira não foi isolada; ela começou antes mesmo do crime principal ocorrer dentro ou perto da casa onde viviam juntos. Segundo relatos iniciais à promotoria de justiça e informações fornecidas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), Lafayete Gonzaga já havia esfaqueado o cachorro pertencente à parceira pouco tempo atrás.

Em seguida, ainda armado e seguindo sua vítima por perto da casa onde moravam, Lafayete Gonzaga levou Angelita Manaela Rodrigues até um estabelecimento comercial próximo — especificamente, um supermercado localizado poucos metros dali

Foi neste local que ele consumou o crime de forma brutal:

O MP – SP reforçou que ele teria matado o animal de estimação com golpes contundentes usando uma faca, um ato registrado como maus – tratos resultando em morte para completar as acusações criminais. O acusado perseguiu Angelita Manoela até a área comum na residência no bairro Freguesia do Ó antes dos ataques mais graves contra ela mesma. Agressão pública: ataque dentro supermercado

Ele esfaqueou angelita à vista tanto de clientes quanto de funcionários presentes no momento em que ocorreu a agressão fatal. A Promotoria destacou para os autos processuais que este ato criminoso foi motivado pela condição feminina dela.

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Para as autoridades do MP – SP, houve uma clara relação com violência doméstica e familiar; foram utilizados elementos como sua coabitação na mesma residência e seu relacionamento íntimo afetivo entre eles durante a execução dos golpes múltiplos dentro da área comercial movimentada.

Pedidos judiciais: prisão preventiva mantida

Diante das evidências apresentadas pelo promotor Rodolfo Justino de Morais sobre o contexto violento — desde matar um animal até atacar publicamente —, o Ministério Público requereu formalmente dois pontos importantes ao Judiciário. Primeiramente, pediu que fosse confirmada a manutenção imediata da custódia cautelar do acusado Lafayete Gonzaga da Silva, cuja detenção havia sido decretada em audiência realizada na última segunda – feira (17.

Além disso, os representantes legais também solicitaram à Justiça judicialize uma reparação financeira mínima no valor de R 500 mil para cobrir eventuais danos sofridos pela família e pelos familiares deixados por Angelita Manoela Rodrigues.