Motorista de Haddad depõe sobre suposta abordagem policial e apresenta horários divergentes

O depoimento do motorista de Haddad revela contradições em relação às imagens de segurança, levantando dúvidas sobre a suposta abordagem policial.

Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo

O motorista de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, prestou depoimento à polícia nesta segunda – feira (17) sobre uma suposta abordagem policial irregular que teria ocorrido na noite de 11 de agosto. Durante a oitiva, ele apresentou horários que diferem dos registrados pelas câmeras de segurança analisadas pela Polícia Militar.

De acordo com informações obtidas pela CNN Brasil, o motorista relatou que, ao notar a aproximação do carro da polícia, decidiu estacionar em um hotel localizado no bairro da Vila Mariana, zona sul da capital paulista, por volta das 21h 58. Ele justificou essa escolha pelo fato de considerar o local seguro devido à maior quantidade de câmeras de segurança.

No entanto, as imagens analisadas pela PM não corroboram essa versão dos fatos.

Contradições nas versões

No depoimento, o motorista também mencionou que os policiais pararam perto do hotel e que três deles estavam na calçada. Segundo seu relato, ele ouviu um dos agentes ordenar “vaza”, mas não conseguiu identificar qual deles fez a afirmação. As gravações coletadas durante a investigação mostram o veículo parado na região, enquanto uma viatura passou sem parar ou interagir com o motorista.

Além disso, a mesma fonte revelou que o motorista disse ter deixado o hotel por volta das 23h 09 em direção à sua residência após conversar com um assessor e um advogado de Haddad. Contudo, as imagens registraram a saída do carro do local às 22h 26.

O veículo seguiu pela Radial Leste, que conecta a zona leste ao centro da cidade, às 22h 34. Isso gera uma discrepância de 43 minutos entre os horários citados pelo motorista e os registrados pelas câmeras.

Reação do governador Tarcísio de Freitas

O atual governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comentou sobre o caso em uma agenda no último domingo (16). Ele afirmou que uma investigação preliminar indicou que não houve abordagem ao motorista de Haddad. “A gente analisou imagens de mais de 70 câmeras e não houve nenhuma abordagem, não houve contato dos policiais no carro dele”, declarou Tarcísio.

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A situação gera um cenário tenso para a campanha eleitoral em curso e levanta questões sobre a atuação das forças policiais em situações envolvendo candidatos. Com as divergências nos relatos e nas evidências apresentadas até agora, novas apurações poderão ser necessárias para esclarecer os fatos.