Mostra Cinema Baiano Celebra Voz de Mulheres Pioneiras em Evento Inédito

“Memórias de Mulheres na Bahia e no Cinema” celebra a voz das cineastas baianas! 🎬 Salvador recebe a mostra gratuita a partir de maio/junho de 2026. Debate com

(Imagem de reprodução da internet).

Mostra Celebra a Voz das Mulheres no Cinema Baiano

A partir de maio e junho de 2026, Salvador recebe a mostra “Memórias de Mulheres na Bahia e no Cinema”, um evento que celebra a produção audiovisual criada por mulheres na Bahia. A iniciativa, com entrada gratuita, acontece semanalmente no Circuito Saladearte Cinema da UFBA, no Canela, às segundas-feiras às 16h.

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Sessão Especial de Animação

A próxima sessão, agendada para 1º de junho, terá um foco especial em filmes de animação. A programação contará com a presença de realizadoras como Alba Liberato, Luma Flôres e Mariana Netto, que participarão de um debate após a exibição das obras.

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A mostra busca fortalecer o diálogo entre diferentes gerações de mulheres na área cinematográfica, visibilizando suas contribuições e experiências.

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Curadoria e o Legado de Hyndra

A curadoria e a pesquisa da mostra são conduzidas por Hyndra, uma antropóloga, cineasta e integrante do coletivo CAOS – Cinema, Antropologia e Observação Social. Hyndra relata que a ideia surgiu do desejo de investigar a presença histórica de mulheres no cinema, especialmente na Bahia, e de romper com silenciamentos que marcaram a trajetória de muitas artistas.

A curadora enfatiza a importância de resgatar as histórias dessas mulheres, que frequentemente foram negligenciadas.

Edyala Yglesias: Uma Pioneira da Audiovisual Baiana

Edyala Yglesias, uma das pioneiras do cinema nacional, é uma das figuras centrais da mostra. Desde a década de 1970, ela dirige e roteiriza filmes, e foi uma das fundadoras do Coletivo de Mulheres de Cinema e Vídeo, a primeira organização feminista do audiovisual brasileiro, criada em 1986.

Yglesias destaca a importância da troca intergeracional, ressaltando que as contribuições das mulheres na programação da mostra refletem suas próprias experiências e territórios, abordando questões relevantes como gênero, sexualidade, etnia e a relação com a natureza.

Novas Narrativas e o Avanço no Audiovisual

Edyala Yglesias avalia que, ao longo dos anos, houve um inegável avanço nas conquistas das mulheres no audiovisual, tanto dentro quanto fora da Bahia. No entanto, ela ressalta a necessidade de políticas públicas mais atentas que promovam a continuidade da produção audiovisual feminina, especialmente na Bahia, onde, segundo ela, “a mulher é o eixo da cosmovisão afro-baiana”.

Yglesias acredita que as atrizes baianas, com sua sensibilidade e talento, merecem ocupar todos os espaços nas telas, e que as histórias de suas mães e avós também merecem ser contadas.

A Exposição de Filmes de Animação

A sessão do dia 1º de junho terá como foco filmes de animação produzidos por mulheres baianas. A programação inclui seis curta-metragens: “Muçagambira” (Alba Liberato, 1982), “Òrun Àiyé” (Jamile Coelho e Cintia Maria, 2015), “Quintal” (Mariana Netto, 2022), “Maré Braba” (Pâmela Peregrino, 2023), “Jussara” (Camila Ribeiro, 2023) e “Como Nasce um Rio” (Luma Flôres, 2025).

Alba Liberato, Luma Flôres e Mariana Netto também participarão de um debate após a exibição, em parceria com o Mirá – Núcleo de Animação da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (EBA/UFBA).

“Quintal”: Uma Aventura de Amizade e Poesia

Um dos filmes de animação a serem exibidos é “Quintal”, desenvolvido pelo Mirá, que se inspira na obra de Manoel de Barros, especificamente no poema “Tributo a João Guimarães Rosa”. O curta-metragem retrata a amizade entre Diadorim, uma menina sonhadora, e Riobaldo, um alegre passarinho azul, em um terreno abandonado.

A diretora Mariana Netto explica que a ideia do curta-metragem surgiu da vontade de produzir uma história autoral, com sua identidade, e que a equipe incorporou a poesia de Manoel de Barros ao projeto.

Desafios e Oportunidades na Animação Baiana

Mariana Netto destaca que, apesar do talento das mulheres na animação baiana, ainda há desafios em relação a espaço e oportunidades. Ela ressalta que é importante construir mais cantinhos para abrigar esses talentos, e que os prêmios que os últimos curtas de animação baianos levaram para casa demonstram a qualidade da produção.

A diretora enfatiza a importância de apoiar e valorizar as mulheres na indústria da animação, garantindo que suas vozes e visões sejam ouvidas e representadas.